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Resistência e impedância: qual a diferença?

Resistência e impedância: qual a diferença?

Estes são dois conceitos que estudantes e até mesmo alguns técnicos têm dificuldade de entender.

Talvez uma das razões esteja relacionada ao fato de que ambas as grandezas (resistência e impedância) tenham a mesma unidade de medida: ohm.

E daí? (mais…)

Acoplamento AC ou DC no osciloscópio, como funciona?

Acoplamento AC ou DC no osciloscópio, como funciona?

Esta foi outra dúvida de um leitor do meu livro Osciloscópio sem Traumas que foi colocada no grupo FECHADO do facebook EXCLUSIVO para os compradores do e-book.

Embora o acoplamento AC ou DC no osciloscópio tenha sido abordado por mim na página 53 do referido e-book o leitor ainda se dizia confuso sobre quais as vantagens ou desvantagens de usar o acoplamento AC ou DC.

Ofereci uma explicação rápida lá no grupo e prometi escrever um artigo com mais detalhes sobre o assunto e que, julgo, poderá ser esclarecedor para muita gente.

(mais…)

Mãe é mãe, todos dias, todas as horas, eternamente mãe

Hoje não é dia de falar de eletrônica, é dia de falar de mãe e não mãe digital, mas da mãe analógica!

Costumo dizer que tem três coisas na vida que se pretendermos fazer ou se a vida nos empurrar para que façamos, mesmo que não tenha sido uma escolha voluntária, teremos que fazer bem feito e sem restrições: ser professor, ser pai e ser MÃE.

Escolhi este texto, entre tantos outros, para homenagear as mães porque para mim ele diz tudo que se pode dizer das nossas mães.

Quem disser que nunca fez alguma (ou muitas coisas) que autora diz é um grande mentiroso, e lembre-se que sua mãe deve ter lhe ensinado que “mentir é feio!”

A CANÇÃO DE QUALQUER MÃE
(Lya Luft)

Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós.

Que quando eu me aproximar, meu filho, você não se encolha nem um milímetro com medo de voltar a ser menino, você que já é um homem.

Que quando eu a olhe, minha filha, você não se sinta criticada ou avaliada, mas simplesmente adorada, como desde o primeiro instante.

Que, quando se lembrarem de sua infância, não recordem os dias difíceis (vocês nem sabiam), o trabalho cansativo, a saúde não tão boa, o casamento numa pequena ou grande crise, os nervos à flor da pele – aqueles dias em que, até hoje arrependida, dei um tapa que ainda agora dói em mim, ou disse uma palavra injusta. 
Lembrem-se dos deliciosos momentos em família, das risadas, das histórias na hora de dormir, do bolo que embatumou, mas que vocês, pequenos, comeram dizendo que estava maravilhoso.

Que pensando em sua adolescência não recordem minhas distrações, minhas imperfeições e impropriedades, mas as caminhadas pela praia, o sorvete na esquina, a lição de casa na mesa de jantar, a sensação de aconchego, sentados na sala cada um com sua ocupação.

Que quando precisarem de mim, meus filhos, vocês nunca hesitem em chamar: mãe!

Seja para prender um botão de camisa, ficar com uma criança, segurar a mão, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupação.

Não é preciso constrangerem-se de ser filhos querendo mãe, só porque vocês também já estão grisalhos, ou com filhos crescidos, com suas alegrias e dores, como eu tenho e tive as minhas.

Que, independendo da hora e do lugar, a gente se sinta bem pensando no outro. 
Que essa consciência faça expandir-se a vida e o coração, na certeza de que aquela pessoa, seja onde for, vai saber entender; o que não entender vai absorver; e o que não absorver vai enfeitar e tornar bom.

Que quando nos afastarmos isso seja sem dilaceramento, ainda que com passageira tristeza, porque todos devem seguir seu caminho, mesmo que isso signifique alguma distância: e que todo reencontro seja de grandes abraços e boas risadas. 
Esse é um tipo de amor que independe de presença e tempo.

Que quando estivermos juntos vocês encarem com algum bom humor e muita naturalidade se houver raízes grisalhas no meu cabelo, se eu começar a repetir histórias, e se tantas vezes só de olhar para vocês meus olhos se encherem de lágrimas: serão apenas de alegria porque vocês estão aí.

Que quando pareço mais cansada vocês não tenham receio de que eu precise de mais ajuda do que vocês podem me dar: provavelmente não precisarei de mais apoio do que do seu carinho, da sua atenção natural e jamais forçada. 
E, se precisar de mais que isso, não se culpem se por vezes for difícil, ou trabalhoso ou tedioso, se lhes causar susto ou dor: as coisas são assim.

Que, se um dia eu começar a me confundir, esse eventual efeito de um longo tempo de vida não os assuste: tentem entrar no meu novo mundo, sem drama nem culpa, mesmo quando se impacientarem. Toda a transformação do nascimento à morte é um dom da natureza, e uma forma de crescimento.

Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços: misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência.

A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada terra.

E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.

Não exploda o seu osciloscópio

Não exploda o seu osciloscópio

Este é o título do capítulo 2 do meu e-book Osciloscópio sem Traumas onde eu falo dos cuidados que se deve ter ao utilizá-lo para evitar “queimá-lo”.

Quando eu digo “não exploda seu osciloscópio” eu apelei para o sensacionalismo típico de manchetes de jornais e revistas com a intenção de chamar a sua atenção, embora na prática não creia que haverá uma explosão propriamente dita no melhor estilo “caixa de banco” tão na moda atualmente e sim algum dano a fonte, no mínimo.

Entretanto, por mais que eu tenha me esforçado no referido capítulo para não deixar dúvidas sobre “certos” cuidados, parece que elas ainda persistem como me relatou um leitor lá no grupo do facebook EXCLUSIVO para compradores do livro e sendo assim, resolvi tentar dar uma nova abordagem ao tema por ser muito importante.

Creio que tudo começa com a confusão que, geralmente, é feita entre “terra” e neutro da rede elétrica.

Como sempre digo devemos sempre começar pela definição e elas estão lá no meu artigo “Fio terra para leigos” publicado aqui no site e que eu repito abaixo:

NEUTRO:  CONDUTOR FORNECIDO PELA CONCESSIONÁRIA (JUNTO COM A(S) FASE(S) PARA O RETORNO DA CORRENTE ELÉTRICA

TERRA: HASTE METÁLICA LIGADA À TERRA (pode ser um “buraco no chão”, mesmo) NA ENTRADA DE ALIMENTAÇÃO E QUE NÃO DEVE APRESENTAR CORRENTE CIRCULANTE.

Resumindo:

           Pelo neutro passa corrente enquanto pelo terra, não.

A questão é que os osciloscópios vendidos no Brasil, geralmente, utilizam um padrão americano onde terra é terra (terceiro pino) e neutro é neutro, mas aqui no Brasil isto nem sempre (ou quase sempre) não é seguido e ainda tem o Zé Faísca que além de não colocar o neutro no terminal correto da tomada, às vezes, ainda o liga junto com o terceiro pino da mesma para “garantir o sucesso” da explosão.

Como se não bastasse a confusão cometida pelo pedricista (pedreiro + eletricista e, às vezes, bombeiro também) que fez a instalação elétrica temos a falta de correspondência entre o pino de neutro do padrão brasileiro de tomadas com o padrão americano como vemos na figura abaixo. Repare que eles estão em lados opostos.

Ligação de fase e neutro nas tomadas

Ligação de fase e neutro nas tomadas

Olhando-se a tomada de frente com terceiro pino voltado para baixo temos o neutro à direita no padrão brasileiro e à esquerda no padrão americano.

Este foi um dos vacilos ao criarem o padrão brasileiro, que tem sua inegável vantagem quanto a segurança, mas não teve o cuidado de manter a correspondência de posição do pino neutro de uma tomada com a outra (o outro vacilo foi criar dos tipos, um para 10A e outro para 20A. Por que não fazer tudo para 20A? ).

Mas, como diz o ditado “nada está tão ruim que não possa piorar” e aí você compra aqueles adaptadores que “transformam” um padrão em outro e será alguém se preocupou em fazer também a “transposição” dos neutros?

Tenho minhas dúvidas talvez sim, em alguns casos, e talvez não em outros (o mais provável). A conferir.

Espero que você já esteja percebendo o que pode acontecer quando ligar seu osciloscópio numa tomada e o aparelho a ser analisado em outra com fase e neutro em posições invertidas isso sem falar do terra que, às vezes, como eu já disse, foi ligado junto com o neutro na tomada.

Como proceder então, para evitar se tornar um terrorista?

No capítulo 2 do livro eu sugiro verificar com um ohmímetro se há continuidade entre a parte externa dos conectores que corresponde ao ground e a terceiro pino e, certamente, haverá.

Mais adiante eu sugiro utilizar um transformador de isolamento onde será ligado o equipamento (não o osciloscópio) a ser “autopsiado”.

Entretanto, tenho que admitir que nem sempre esta solução é possível e aí, a melhor forma de proteger o osciloscópio é manter uma tomada de uso exclusivo para ele com fase e neutro corretos e, por segurança, verificar se não há ddp entre a parte externa do conector BNC e o neutro ou a fase da rede elétrica onde ele está ligado.

Além disso, verifique se não há ddp entre o ground do equipamento em teste e a garra jacaré da ponteira do osciloscópio.

É possível ver a senóide da rede elétrica?

Sim, se você tomar todas as precauções descritas até aqui não vai ter nenhum problema nem explosões!

Espero que agora as dúvidas estejam esclarecidas.

Outra dúvida também foi com relação a questão do acoplamento DC e AC, brevemente farei um post esclarecendo também este assunto.

Aguardo seu comentário bem como a votação No artigo nas estrelinhas aqui em baixo.

doacao

 

 

Não queime seu multímetro digital

Não queime seu multímetro digital

No próximo dia 5 de maio deverá estar à venda meu novo e-book Não queime seu multímetro digital.

A ideia de escrever um livro sobre a utilização dos multímetros digitais, “sem queimá-los”, já estava na minha cabeça desde os tempos que trabalhei como técnico em eletrônica na Fundação CECIERJ.

Entre “tudo que se liga na tomada” (ou não) que vinha para minha “sala de milagres” para consertar, sem dinheiro para comprar peças, estavam sempre presentes os multímetros digitais que eram usados pelos alunos nas aulas práticas de física dos cursos de graduação do CEDERJ.

Obviamente a maioria dos estragos (alguns levando a perda total do instrumento) provocados pelos estudantes estavam associados ao desconhecimento do que estavam medindo e a falta de atenção, talvez até, porque não soubessem em que prestar a atenção.

O tempo passou e a ideia ficou perdida nele.

Há alguns meses conversando com o proprietário de uma loja de componentes eletrônicos ele comentou sobre a dúvida, por parte dos compradores, quanto à utilização do multímetro .

Esta conversa fez com que eu tirasse do “sótão” o projeto abandonado e eis aí o resultado materializado neste e-book “Não queime seu multímetro digital”.

Sei que a Internet através do youtube está cheia de aulinhas ensinando a usar multímetros, mas como eu comento no prefácio do livro fica tudo muito solto e, a meu ver, falta, às vezes, um pouco de teoria aliada a prática.

A despeito de se dizer que vivemos na Era da Imagem eu ainda continuo defendendo o texto, desde que seja bem escrito, como a melhor maneira de se conseguir uma formação sólida e não, apenas uma “informação” passageira.

As pessoas não gostam de ler os textos técnicos porque eles são chatos, enfadonhos e excessivamente formais.

Aí gosto sempre de lembrar uma frase de Che Guevara “Há que se endurecer, mas perder a ternura jamais” e é desta forma que eu escrevo.

Agora que já expliquei porque escrevi o livro “Não queime seu multímetro digital” pode ser que você (iniciante ou não) queira comprá-lo e, como sempre, por um precinho quase simbólico, apenas R$ 11,90.

Vai ter ter também um e-book bônus com alguns artigos sobre medidas que foram publicados aqui no site.

Para conhecer um pouco do conteúdo do livro clique na imagem abaixo.

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Testando capacitores eletrolíticos com o osciloscópio

Testando capacitores eletrolíticos com o osciloscópio

O parâmetro fundamental de um capacitor é, obviamente, a capacitância e durante muito tempo nós, técnicos (inclusive eu), pensávamos que ter um capacímetro resolveria todos os nossos problemas.

Aliás, antes dos capacímetros se tornarem populares, “tudo” em eletrônica se resolvia com um VOM analógico até mesmo o teste dos capacitores.

Osciloscópio sem traumas

Osciloscópio sem traumas

Este é um post rapidinho para informar aos meus leitores que acabei de lançar meu novo e-book Osciloscópio sem traumas.

Escolhi o título Osciloscópio sem traumas porque, ao longo dos meus quase “50 anos de carreira”, percebi que o osciloscópio, quase sempre, provoca calafrios nos técnicos, não apenas pelo preço mas também pela utilização.

Algumas coisas que se deve saber para comprar um no break

Algumas coisas que se deve saber para comprar um no break

Este artigo surgiu por causa de uma consulta que um cliente de áudio me fez dia destes sobre a compra de um no break para situação pouco comum: – alimentar um concentrador de oxigênio!

A dúvida que ele tinha e quase todo mundo tem, era como escolher a potência do no break uma vez que eles são especificados em “VA” (volt-ampères) e o equipamento em questão indicava 310W.

Onde encontrar transistores e diodos com códigos estranhos

Onde encontrar transistores e diodos com códigos estranhos.

Quase todo dia recebo “pedidos de ajuda” para identificar transistores e diodos com códigos estranhos, ou melhor, para indicar onde comprá-los.

Medindo tensões DC com PM-438

Medindo tensões DC com PM-438

Foi-se o tempo em que construir um voltímetro digital, que era o sonho de todo técnico, demandava uma boa dose de dedicação e conhecimento.

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