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Correntes de fuga em transistores bipolares

Correntes de fuga em transistores bipolares

As regras básicas de polarização de um transistor bipolar nos dizem que a junção base-emissor deve ser polarizada diretamente enquanto a junção base-coletor será polarizada inversamente.

Até aí nada de novo e se você tem dúvida sobre isto recomendo fortemente a leitura do capítulo 6 do meu livro Eletrônica para Estudantes, Hobistas & Inventores para entender o que virá a seguir.

Associação de pilhas e baterias em série e paralelo

Associação de pilhas e baterias em série e paralelo

No dia 18 de dezembro foi realizado um concurso público para técnico em eletrônica da UFRJ e caiu uma questão sobre associação de baterias em paralelo. Um amigo que prestou o concurso pediu-me que analisasse a resposta do gabarito para ele.

A evolução do Testador de Fets e Mosfets

A evolução do Testador de Fets e Mosfets

Este projeto que denominei a evolução do testador de Fets e Mosfets foi apresentado por mim em 2013 no meu antigo blog, mas atendendo a alguns pedidos de leitores resolvi reapresentá-lo com umas ideias novas.

Como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio

Como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio

A ideia deste artigo explicando como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio surgiu de uma conversa com meu amigo Fernando José do Clube do Técnico-RJ sobre maneiras práticas para se oferecer soluções para os técnicos de manutenção e aí apareceu a questão do sinal LVDS.

Tenho que deixar registrado aqui publicamente a imprescindível e paciente assessoria do Fernando (mais uma vez) para confecção deste texto uma vez que é um assunto com o qual não estou familiarizado sob o ponto de vista prático, pois não reparo mais estas “encrencas”!

O que é o LVDS?

Um dos sinais mais importantes nas telas digitais sejam elas TVs LCD ou Plasma, monitores, notebooks ou tablets, é o sinal LVDS que pode ser traduzido por Sinal Diferencial de Baixa Voltagem.

Falhas na imagem como baixa qualidade até mesmo a ausência total da mesma podem estar relacionadas à deficiência ou falta do sinal LVDS, daí a importância para o técnico reparador em saber identificar a presença ou não do mesmo.

É óbvio que a melhor maneira de se verificar um sinal eletrônico é com o auxílio do osciloscópio, mas que nem sempre está disponível para muitos técnicos por aí, então seguindo o dito popular que diz que quem não tem cão caça como gato, resolvi lhes oferecer este bichano (adoro gatos, o amigo sincero) e apresentar uma ideia de como verificar a presença (ou ausência) do sinal LVDS sem osciloscópio.

Já que recordar é viver, que tal recorrermos a uma estratégia do passado quando os osciloscópios custavam mais caros que um automóvel e o jeito era resolver tudo com o multímetro que naquela época era analógico e olhe lá.

A turma da velha guarda que começou no tv à válvula e se reciclou chegando até aos atuais LCD e similares deve se lembrar da “ponta de-moduladora” que nada mais era que um diodo para retificar o sinal e fornecer uma tensão DC detectável por um bom instrumento de ponteiro que todo técnico TV carregava na sua maleta juntos com o kit das principais válvulas para resolver tudo na casa do “freguês” que ainda o brindava com bolo de chocolate e cafezinho “passado” na hora.

Passada a seção de nostalgia vejamos como trazer o passado para o presente.

Antes, porém uma breve descrição sobre o sinal LVDS

O sinal LVDS é um trem de pulsos de alta frequência que saí do IC SCALER (em geral um IC tipo BGA) localizado na PCI conhecida como MAIN UNIT ou placa principal em bom português ou também placa de sinal para as telas LCD, LCD LED, PLASMA ou OLED e que é enviado via um cabo multivias (chamado cabo LVDS) e chega até a placa T-CON (timming control) seguindo para a entrada do painel LCD (placa V_COMM).

A conexão, em geral, terá em suas extremidades um resistor da ordem de 100ohms que serve de carga para o sinal.

Localização do conector LVDS

Localização do conector LVDS

O nível deste sinal e da ordem de 350mV pico a pico, portanto cerca de um terço menor que o sinal de vídeo analógico dos velhos tempos que por padrão é 1Vpp.

Sendo assim uma simples retificação de meia onda, como era feita onda, somada com a perda no diodo iria tornar quase impossível ler alguma coisa num voltímetro.

E aí vem a boa e velha teoria para nos lembrar de usar um circuito retificador/dobrador como mostrado na fig.1.

Fig. 1 - Circuito retificador/dobrador de tensão

Fig. 1 – Circuito retificador/dobrador de tensão

Neste caso o melhor seria usarmos dois diodos de germânio como 1N60, por exemplo, cuja queda de tensão é cerca de 0,3V.

A leitura obtida no voltímetro digital ficará variando entre 150 a pouco mais de 200 mV, pois estaremos medindo apenas o valor médio, portanto o podemos usar a escala de 2VDC do voltímetro digital.

Esta medida tem a intenção apenas de constatar a presença ou não do sinal LVDS na “entrada” do painel, portanto não precisamos nos preocupar com o valor encontrado que poderá variar com intensidade do sinal de vídeo que está sendo processado pelo dispositivo digital (tv, monitor, notebook, etc).

Reparem o grifo em “sinal de vídeo que está sendo processado”. Isto porque para detectarmos a presença do sinal LVDS é necessário que algum sinal, preferencialmente, proveniente de uma antena ou cabo esteja presente.

É importante observar que precisaremos colocar um resistor em paralelo com C2 da fig.1 para que tenhamos uma tensão DC a ser medida pelo milivoltímetro.

Os capacitores C1 e C2 podem ser cerâmicos de 100nF e para o resistor em paralelo com C2 foi usado um valor de 100Kohms que é dez vezes menor que a impedância dos voltímetros digitais (11Mohms).

Para os diodos, como já disse, preferi optar pelo 1N60 de germânio que ainda encontramos para comprar.

Em princípio a ideia era apenas montar o circuito mostrado na fig.2 e colocar dois bornes onde seria plugado o multímetro digital que deveria ficar na escala de 2VDC, mas de repente me veio à mente uma daquelas ideias malucas.

Fig. 2A - Circuito da ponta de moduladora

Fig. 2A – Circuito da ponta de moduladora

Fig.2B - Montagem do circuito da ponta de moduladora

Fig.2B – Montagem do circuito da ponta de moduladora

Por que não tornar o “instrumento” autônomo, ou seja, com seu próprio voltímetro?

O voltímetro de painel PM-438, como mostrado na fig.3, se tornou tão barato e fácil de encontrar que atualmente tem sido o meu predileto quando preciso incorporar algum voltímetro (ou amperímetro) em algum projeto.

Fig. 3 - Voltímetro PM 438

Fig. 3 – Voltímetro PM 438

Este voltímetro precisa de uma alimentação entre 8 e 12V para funcionar, então a melhor opção é 9V que tanto pode vir de uma bateria como de um adaptador AC/DC.

Empacotando tudo

Vencida a primeira fase do projeto que é das ideias, restava pensar onde acomodar o circuito e o voltímetro.

Como atualmente estou cada vez mais adepto ao princípio dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar) comecei a passear o olhar pelo meu “acervo” de cacarecos à cata do que poderia servir para acomodar o projeto.  Eis que vejo lá numa prateleira do meu “laboratório” alguns cartuchos 950XL vazios da minha antiga impressora HP que estavam lá aguardando a oportunidade de ser útil a sociedade outra vez e pareciam bem atraentes para a empreitada.

Veja na fig. 4 como ficou a montagem final. Só não coube a fonte ou bateria lá dentro, mas isto eu resolvi com um jack P2 para plugar o adaptador ou a bateria externamente.

Fig.4 - Montagem final da ponta de moduladora com voltímetro

Fig.4 – Montagem final da ponta de moduladora com voltímetro

Aproveitei uma ponteira de multímetro e fiz a ponta para pescar o sinal LVDS.

Na fig.5 temos a visão interna da ponta.

Fig.5 - Visão interna da montagem da ponta de moduladora com voltímetro

Fig.5 – Visão interna da montagem da ponta de moduladora com voltímetro

Se você repara muitas telas digitais a versão com o voltímetro pode lhe dar mais agilidade, mas se forem apenas reparos eventuais, basta montar apenas o circuito da fig. 2 e acomodar, por exemplo, dentro de um tubinho de “Cebion” lembrando que neste caso na irá precisa da fonte de 9V.

Talvez eu monte algumas unidades e coloque a venda via Mercado Livre brevemente. Aguardem.

Comentários são sempre muito bem vindos e estimulantes, mas lembre-se de usar o Mozila Fire Fox porque parece haver uma incompatibilidade com outros navegadores cuja causa ainda não descobri.

 

 

 

Como consertar um televisor LCD

Como consertar um televisor LCD

A proposta desse título – como consertar um televisor LCD, segue a linha sensacionalista das manchetes dos jornais e revistas. Chamar a atenção para falar de um assunto que, embora pertinente, não é exatamente o que o título diz.

Se você já chegou até aqui, é sinal que estou indo bem e estou lhe deixando curioso pra saber o que vem pela frente.

Na verdade não irei lhe dar a receita mágica, a fórmula 100% segura, o pulo do gato e nem uma super dica, no melhor estilo Black Friday, para você, seja um leigo ou um “técnico”, de como consertar um televisor LCD sem saber nada de eletrônica, pois nem irei falar deles.

Quero falar de “consertos” de um modo geral. Vou falar de consertos com S e não com C, pois não sou músico e de “concertos” a única coisa que eu sei é apreciá-los.

Há tempos vinha querendo escrever um artigo sobre isto, ou melhor, reescrever porque que já tratei do assunto algumas vezes nas páginas do Jornal Ícone, mas, diz o ditado – recordar é viver.

Volta e meia, passeando pelos fóruns vejo “pedidos de ajuda” para consertar televisores, aparelhos de som e outros equipamentos eletrônicos de pessoas (alguns até se dizem técnicos) que pensam que arte de consertar alguma coisa que não funcionam tem alguma ligação com adivinhação e que um Técnico é algum tipo de bruxo moderno com poderes sobrenaturais.

Neste caso o que recomendo é ligar para o telefone daqueles anúncios que aparecem colados nos postes ou pichados nos muros de qualquer cidade e que dizem: – Jogam-se búzios, trago seu amor de volta em três dias (vivo ou morto!).

Os quatro passos de qualquer conserto (com S)

A ideia desde artigo é lhe mostrar uma estratégia que deve ser sempre seguida quando se pretende consertar alguma coisa que supostamente não está funcionando.

Digo, supostamente não está funcionando, por que, às vezes, o defeito, pode estar entre a cadeira e a mesa, o que é muito comum no caso dos computadores, em particular.

Passo nº 1 – Como a geringonça funciona

É imprescindível que antes da seção “desmonta tudo e perde metade dos parafusos” você saiba ou descubra como a geringonça funciona (ou deveria funcionar).

Certamente isto poderá evitar a procura, sem sucesso, de chifres em cabeça de burro (não me entenda mal).

Passo nº 2 – O(s) sintomas

Hora de entender o que está acontecendo, ou melhor, não está acontecendo ou acontece de forma diferente do que deveria.

Em outras palavras, aonde é que dói?

Passo nº 3 – O diagnóstico

Esta talvez seja a parte mais difícil de toda tentativa de se consertar alguma coisa.

A menos que o sujeito chegue ao hospital com uma perda quebrada e aí está na cara, ou melhor, na perna, onde é que dói, às vezes, uma dor pode ter varias causas, provocada por motivos diferentes.

Se o aparelho foi ligado erradamente numa rede de 220V e ele não tinha comutação automática de tensão, isto é uma “perna quebrada”. É só passar no Raio X, neste caso medir o transformador, por exemplo, e “engessar”, se não for fratura exposta!

E se o “paciente” (quem vai ao médico tem que ter paciência) sente dor em tudo quanto é lugar? Tem hora que liga, tem hora que não liga, desliga “sozinho”, às vezes, dá treme-treme (será que é Parkinson?) e por aí vai.

Este é um diagnóstico que pode exigir uma boa dose de conhecimento teórico sobre o “paciente” senão você vai receitar o remédio errado e pode piorar a situação. Muita cautela e cancha de galinha nessa hora. Não existe atestado de óbito para aparelhos eletrônicos que morrem na sua bancada.

Passo nº 4 – Fazendo e analisando o resultado dos “exames”

Supondo que você conseguiu um diagnóstico, com base num bom conhecimento teórico do funcionamento do equipamento, talvez seja necessário “fazer” alguns exames, medições.

Porém, o mais importante não é fazer as medições e sim saber interpretá-las senão, dor nas costas pode virar pneumonia e, enquanto isso, o cara morre de infarto do miocárdio.

Passo nº 5 – Aplicando o remédio correto ou trocando a(s) peça(s)

Depois do diagnóstico e da analise e interpretação correta das medidas esta é a parte crucial do conserto.

Em primeiro lugar, muito cuidado com as peças (e os remédios) “genéricos”. O que mais tem no mercado é peça falsificada made in China.

Por outro lado se você trocar a peça errada, porque seu diagnóstico ou analise das medições foi incorreto, na melhor das hipóteses pode apenas continuar não funcionando.

O pior é se você coloca uma “doença” nova ou o seu “remédio” produziu “efeitos colaterais”.

Primeiro porque quem vai arcar com os custos do “novo remédio” é você e não o paciente (no duplo sentido) dono do aparelho e em segundo lugar porque se morrer de vez na sua bancada lembre-se que não dá simplesmente pra passar o atestado de óbito e declarar – causa mortis – falência múltipla dos órgãos!

Os defeitos (ou vícios) catalogados

Uma boa parte das falhas dos aparelhos eletrônicos (assim como nas doenças) já foram catalogadas e ocorrem basicamente pelas seguintes razões:

  • Erro de projeto (intencional ou não)
  • Componentes de qualidade duvidosa (fora das especificações) mesmo originais
  • Obsolescência programada (é preciso vender novos produtos pra garantir o lucro dos investidores)
  • Problemas de linha de produção, solda fria é o mais comum, temos também a cola “assassina” e coisas do gênero.

Quando a falha se enquadra numa destas categorias a prática pode ajudar a resolver o problema. O técnico ou seus colegas já viram aquilo se repetir e aí acertam direto na mosca.

Neste caso a troca de informações via fóruns pode ser útil, mas não basta dizer trocar isso que funciona. É importante que o técnico saiba os porquês, caso contrário não pode ser chamado de técnico e sim trocador de peças.

A questão complica quando a “doença” é nova e ainda não foi catalogada.

Neste caso, nada mais prático que uma boa teoria.

O cliente-técnico e o “técnico” forunfeiro

A facilidade de se encontrar “soluções” para tudo via Internet criou duas novas categorias de “técnicos”.

Uma delas e a do usuário que pensa que consertar um televisor ou um equipamento de som é a mesma coisa que trocar carrapeta de torneira.

Vai ao camelô compra um kit de ferramentas composto de um ferro de solda da marca “o exterminador do futuro”, umas chaves de fenda feitas de arame um “bom” multímetro digital Ching Ling Plus e se mete a consertar o seu aparelho seguindo as receitas da “mãe joana de aruanda” que ele viu na Internet.

Quando as “receitas” falham, ele se mete novamente nos fóruns e fica perguntando que peça é aquela compridinha e cheia de listinhas coloridas.

Pior que o cliente-técnico é o técnico forunfeiro que comprou o mesmo kit de ferramentas e pendurou uma placa na janela – ConCerto de televisão – todas as marcas – Técnico especializado (em destruição).

Os técnicos cobram muito caro

A desculpa do cliente-técnico é que os técnicos cobram muito caro só pra tocar uma pecinha.

É bem verdade que alguns extrapolam, mas o cliente-técnico não leva em conta o investimento, cada vez maior, que o verdadeiro técnico precisa fazer para se manter na profissão.

Por outro lado, todo valor de serviço precisa embutir uma espécie de seguro porque o aparelho pode retornar num prazo inferior a 90 dias com o mesmo sintoma, mas por razões diferentes e o técnico não pode mandar você ir a farmácia comprar outro remédio. Ele terá que arcar com a despesa/prejuízo porque a mal feita lei do consumidor dá os mesmos 90 dias de garantia para um conserto de um aparelho velho e para um aparelho novo.

Dicas para quem quer se tornar técnico reparador (ou já é um)

A primeira delas é ter sempre em mente os cinco passos dados acima.

Não dá para consertar um aparelho eletrônico sem saber eletrônica, ou seja, como os componentes e os circuitos funcionam.

A proliferação avassaladora com que os aparelhos entram no mercado hoje em dia exige atualização constante de quem quer atuar na espinhosa profissão de técnico reparador.

Não dá pra estudar só na hora que o aparelho estiver na bancada. É preciso estar sempre um passo a frente.

Carregador de celular com bateria de 9V

Carregador de celular com bateria de 9V

A ideia de fazer um carregador de celular com bateria de 9V já tinha passado pela minha cabeça há algum tempo, mas acabou caindo no esquecimento.

Voltou à pauta quando meu filho comentou que estava pensando em comprar um daqueles carregadores “portáteis” que se liga na porta USB dos notebooks ou PCs e se usa para carregar o celular na hora do sufoco.

Como fazer circuito impresso com easyEDA – parte II

Como fazer circuito impresso com easyEDA – parte II

Nessa segunda parte vamos aprender como fazer circuito impresso com  easyEDA desenhando o layout para o gerador de ondas quadradas que vimos na parte I.

Este é um guest post a cargo de João Alexandre Silveira, autor do e-book Experimentos com Arduino.

Pra que serve um varistor?

Pra que serve um varistor?

Certamente você já encontrou em algum equipamento uma “pecinha” localizada próxima à entrada da rede com o aspecto de um capacitor de poliéster como vemos na fig.1.

Fig. 1 - Varistor

Fig. 1 – Varistor

É possível também que nesta região existam, além do fusível, algumas bobinas, capacitores e talvez um NTC, entretanto a “pecinha” da fig.1 (às vezes pode ser amarela) não é um capacitor e sim um varistor que costuma atender também pelo “apelido” de MOV ou SIOV.

Considerações sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Considerações sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

  • POTÊNCIAS EM UM CIRCUITO SÉRIE PURAMENTE RESISTIVO

Em resposta ao leitor Wladslaw sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos.

Suponhamos um circuito série com dois resistires cujas resistências são R1 e R2.

O circuito está alimentado por uma tensão E, que pouco importa se é DC ou AC porque a carga é puramente resistiva.

Temos RTOTAL = R1 + R2.

A corrente no circuito é I = E/(R1 + R2)

A potência total dissipada é

      PTOTAL = I2 x (R1 + R2) = ( E2 / (R1 + R2)2 ) x (R1 + R2)  

      PTOTAL = E2 / (R1 + R2)

Por outro lado a potência dissipada em R1 que chamarei de P1 é

    P1 = I2 x R1   e a potência em R2 será  P2 = I2 x R2

Somemos P1 + P2 = (I2 x R1) + (I2 x R2) = I2 (R1 + R2)

               P1 + P2 = (E2 / (R1 + R2)2) x (R1 + R2)

               P1 + P2 = E2 / (R1 + R2)

Logo PTOTAL = P1 + P2, ou seja, as potências em série também se somam.

Agora vamos ao problema do post anterior

Resistência “a quente” da lâmpada de 60W

R60 = E2/P60 = 1202 / 60 = 240ohms

Resistência “a quente” da lâmpada de 100W

R100 = E2/P100 = 1202 / 100 = 144ohms

Resistência total RTOTAL = 384ohms

Aqui há um erro na construção da questão, pois as resistências irão mudar de valor o que ocasionará um valor medido diferente do calculado.

Considerando que as resistências das lâmpada não tenham seus valores alterados, então temos Itotal = (120/384)A

A tensão na lâmpada de 100W será E100 = (120/384) 144 = 45V

E aqui estamos de acordo que a opção correta é letra C e, não a letra D como eu havia publicado. Já corrigi no post anterior

A legendas na figura realmente estavam  trocadas. Já corrigi.

Vamos resolver agora pelo método das razões e proporções e teremos  120 / 384 = V100/144 que nos dá V100 = 45V.

E por que deu errado no texto que eu publiquei anteriormente (já apaguei o que estava errado)?

Simples. A proporcionalidade tem que ser feita entre tensão e resistência e não entre tensão e potência como eu havia feito

A potência é o resultado de uma multiplicação entre duas grandezas diferentemente da resistência que é uma grandeza única.

Já providenciei as correções no texto.

Acho que houve um grande “lucro” final, por que o meu erro propiciou um debate graças a sua atenta observação.

Isso é que importante.

Quanto a diferença nos valores medidos há ainda outra questão a considerar além da apontada e por isso, eu digo que a questão contém certa inconsistência, ou seja, quando as lâmpadas estão em série as suas resistências não serão mais as calculadas.

No caso prático a tensão aplicada não é de 120V e sim de 127V e, portanto as resistências das lâmpadas serão mais diferentes ainda do que as resistências “teóricas”.

Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Recentemente eu coloquei no grupo do facebook Universo da Eletricidade uma questão sobre circuito série com lâmpadas mostrada na fig.1.

Esta questão caiu numa prova da Petrobras em 2010 para o cargo de técnico de manutenção junior – área elétrica.

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