Watt e VA é a mesma coisa?

Watt e VA é a mesma coisa ?

No mundo atual entender um pouco sobre alguns conceitos básicos de Eletricidade passou a ser cada vez mais uma necessidade obrigatória para todas as pessoas.

Dia destes me perguntaram se “watt” e “VA” era ou não mesma coisa?

A dúvida surgiu por causa da compra de um nobreak onde a especificação aparece em “VA” e aí o comprador ao questionador o vendedor, mal informado, (eu chamo de balconista) disse que era a mesma coisa que “os watts” do aparelho que iria ser ligado ao nobreak.

Bem, como eu costumo dizer, “se não sabe ensinar, não ensina” e se não sabe o que está vendendo, então diga nada.

Vou abrir um parêntese na exposição do tema para um comentário.

Quem cursa o Ensino Médio tem vários capítulos na Física destinados à Eletricidade.

E para que serve aquilo que é “ensinado” na escola?

Dizem os especialistas em pedagogia que a escola deve preparar para a vida.

Será que prepara mesmo? Passa-se doze anos na escola e aí todo aquele tempo serviu para que? Pra passar na prova do ENEM e que mais, na vida prática?

Acho que seria melhor se servisse, pelo menos, para você saber comprar um nobreak.

Estamos no século XXI e os currículos ainda estão no século XIX (na melhor das hipóteses).

Agora chega de divagações e voltemos a tratar da diferença entre os watts e os VA´s cujas duas letrinhas são a simbologia de volt-ampère.

Para início de conversa, cabe dizer que ambos, watt e volt-ampère, são unidades de potência elétrica, mas não é a mesma coisa. Em alguns casos, como veremos, os valores de um e do outro poderão até se igualar, mas apenas em alguns casos.

Como se calcula a potência elétrica?

Acho bom começarmos lembrando (ou informando para quem não sabe) que a potência elétrica é calculada multiplicando-se a tensão (medida em volts) aplicada ao aparelho pela corrente (medida em ampères) que o aparelho “puxa”, ou que passa por ele para que funcione.

Isto está 100% correto se dois requisitos forem cumpridos

  • A tensão de alimentação e, por conseguinte a corrente forem ambas contínuas;
  • A carga (o aparelho) que está sendo alimentada for puramente resistiva.

No caso da nossa rede elétrica o primeiro item não é cumprido, pois como sabemos a tensão de alimentação não é contínua e sim, alternada, embora a carga pode ou não, ser puramente resistiva.

Se tivermos, por exemplo, um chuveiro elétrico ou um ferro de passar roupas, a carga será puramente resistiva e nestes casos a potência será expressa em watts.

Por outro lado, se a nossa carga for indutiva, como um motor, por exemplo, a coisa muda de figura e é aí que vai entrar o VA ou volt-ampère.

Eu disse carga indutiva, mas também poderia se capacitiva ou uma “combinação” das duas, então o mais correto é dizer carga reativa, para diferenciar de carga resistiva.

Quando temos cargas reativas passamos a ter também potência reativa que embora também seja calculada multiplicando-se a tensão pela corrente, neste caso, alternadas, será expressa em volt-ampères reativos, para ficar bem claro que se trata de potência reativa diferentemente da “outra” potência em watts que será chamada de potência real ou potência efetiva.

Então o VA (volt-ampère) é isso?

Não, ainda não é só isso, tem mais uma coisinha.

O VA é o resultado da “soma” da potência real com a potência reativa e vai nos dar uma terceira potência que a potência aparente e está que vai interessar no final das contas.

Reparou que eu coloquei a palavra soma entre aspas?

Fiz isto para chamar a tensão que está soma não é aquela com a qual estamos acostumados e onde 2 mais 2 dá 4.

No caso da “soma” das potencias real e reativa temos uma soma vetorial porque por causa da defasagem entre tensão e corrente num circuito de corrente alternada com resistência e reatância (indutor e/ou capacitor).

Não irei entrar em detalhes aqui de como se faz esta soma vetorial porque não vem ao caso no momento e também não é importante discutirmos esta questão da defasagem..

O que interessa saber é que a “soma” da potência real com a potência reativa irá nos fornecer a potência aparente e é esta que é medida em VA (volt-ampères) e, portanto a que está especificada no nobreak, diferentemente da que aparece nos aparelhos e que está em watts.

De uma forma resumida podemos escrever

                                                   VA = W  “+” VAR

Da expressão acima já podemos concluir que VA não será igual W, ou seja, os watts do aparelho que será ligado ao nobreak, a menos que o VAR da “soma” acima seja zero.

Ora, VAR só será zero se a carga (aparelho) for puramente resistiva como já vimos, e eu creio que você não pretende ligar o chuveiro elétrico ou o ferro de passar roupas no nobreak.

Logo de alguma maneira teremos que levar em conta o VAR e, portanto, W não será igual a VA.

E como vamos saber o valor de VAR?

Aqui entra o conceito de fator de potência

A situação ideal seria aquela em que não haveria potência reativa, pois assim toda potência aparente ficaria igual a potência real, em outras palavras, a potência reativa é um desperdício de potência que não é aproveitada.

A potência reativa surge, como eu já disse, por causa da defasagem entre a tensão e a corrente quando temos elementos reativos como indutores e/ou capacitores.

A relação entre a potência real e a potência aparente é conhecida com fator de potência.

Fórmula para calcular Fator de Potência

Fórmula para calcular Fator de Potência

Na melhor das hipóteses o fator de potência será igual a 1 e então a potência real fica igual a potência aparente, ou seja, neste caso “watt = volt-ampère”.

Na prática o fator de potência é menor que 1 e quanto menor esta valor pior, pois significa que estamos desperdiçando muita energia em forma reativa o que faz a energia aparente, que é o que interessa, fique menor.

Para simplificar as contas podemos escrever assim,

Cálculo da Potência Aparfente

Suponhamos que o fator de potência de um equipamento seja igual a 0,8. Se você tem uma potência real de 400W, então você precisará de um nobreak de 400/0,8 = 500VA.

Repare que o nobreak sempre terá que ser de um valor de potência em VA maior que a potência real em watts do que vai ser ligado a ele porque, na prática, o fator de potência é um número menor do que um.

Como nem sempre temos a informação do valor do fator de potência uma boa prática seria comprar um nobreak com valor 25 a 30% maior que a potência real estimada, assim se o fator de potência for maior que 0,8 (o que, em geral, é raro) seu nobreak irá funcionar com folga. É melhor sobrar do que faltar, pois o que abunda não prejudica.

Uma maneira de fixar estas ideias é observando a figura abaixo

Fator de potencia

A espuma do chopp, o famoso colarinho, é um “desperdício”, então vamos chamá-la de potência reativa VAR). Se a espuma diminuir (garçom, sem colarinho, por favor) a quantidade de chopp, que é a potência real (watts), aumentará e com isso a potencia aparente (VA), que é a “soma” (vetorial!) do chopp com a espuma, ficará igual a potência real (beba com moderação).

Mas afinal como comprar o nobreak?  

Capa_ ELETRICIDADE HotMart c preçoPrimeiro você deve estar sóbrio e para simplificar as contas compre um nobreak com um valor VA cerca de 25 a 30% da potência em watts de tudo que você vai ligar nele que, em geral, será o PC e o monitor. A impressora não precisa ser ligada ao nobreak e só for laser, nem deve.    

Dá próxima vez que você for comprar um nobreak explica isto para o vendedor, quem sabe ele aprende.

Aproveita e clica na imagem ao lado para baixar uma cópia de avaliação do livro

Até sempre.

Watt e VA é a mesma coisa?
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Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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49 Comentários

  1. Uma curiosidade de um aprendiz: Dos principais conceitos do Eletromagnetismo, a ideia de tensão elétrica é provavelmente a mais difícil de explicar e de entender.
    Muitos acham difícil de entender, porque nao entendeu o básico conceito, flutuam essas palavras do dia a dia que as pessoas banalmente ouvem dizer, mas nao sabem exatamente o que é.
    Muito bom!!Obrigado.

    • Paulo Brites

      Eu tenho algumas coisas escritas sobre a produção de tensão alternada ai pelo site No meu e-book de fontes chaveadas eu falo também sobre isso.

  2. Wilas

    Espero que esta critica seja recebida como uma humilde contribuição.
    Não concordo que o português correto não seja importante.
    Em linguagem coloquial talvez não o seja, mas em linguagem escrita é fundamental.
    O autor do texto cita que os currículos estão dois séculos atrasados, mas sabemos que currículos cheio de erros são descartados de imediato e redações igualmente cheias de erros são “zeradas” no ENEM .
    O erro mais importante do texto está talvez, no final, quando o autor sugere aos leitores estarem sóbrios ao comprarem o equipamento e em seguida diz: “compre um nobreak com um valor VA cerca de 25 a 30% da potência em watts de tudo que você vai ligar nele”. Trata-se de informação técnica equivocada.
    Mas afinal, pelo conteúdo, é um texto digno de publicação nas mais conceituadas revistas técnicas.

    • Paulo Brites

      Toda critica é sempre bem vinda, mas fiquei confuso.
      Procuro escrever da forma mais correta possível, sem ser acadêmico. Considero que neste veiculo a linguagem informal, ás vezes, é a mais adequada. Leio e releio os meus textos várias vezes, procurando erros crassos que podem ocorrer pela pressa em escrever. O ideal seria que eu tivesse um revisor para me ajudar, mas isto implicaria em mais custos e blog não dá lucro. Mal paga as suas despesas com uma ou outra publicidade e eventuais doações.
      Se puder apontar o “erro de português” encontrado de forma mais especifica irá me ajudar muito a corrigi-lo.
      Quanto a sugestão de 25 a 30% não entendi porque seria equivocada. O artigo pretender atingir leigos para solucionar problemas domésticos de cargas relativamente pequenas.
      Caso algum leitor precise de algo mais complexo deverá consultar um profissional ou um empresa especializada e não tentar resolver com esta leitura cujo o caráter é meramente informativo e superficial.
      Apesar das “mordidas” no final veio um “assopro”.
      Obrigado pela participação, pois de uma forma ou de outra isso é que interessa.

  3. oscar

    Bom dia, Paulo Brites. Sou daqueles que agradecem a Deus por ter Ele criado, ajudado a todos como “você” -que após ter se esforçado para aprender algo, se dispõe a ensinar aos demais o que aprendeu. Não devo exigir “perfeição” em tudo, mas é útil que “incentive” aos outros a aprenderem mais. Principalmente se esse incentivo contém uma leve censura àqueles que devem saber o mínimo para “servir o mínimo”, como é o caso de um vendedor que precisa saber bem o que vende, para não lesar a quem compra. Nisto não há censura nem crítica: como eu disse, é “incentivo”, e feliz é quem o recebe com humildade. Nosso conhecimento (o meu , o seu, e o de outros) não é perfeito, mas é bendito, e ajuda. Continue o seu trabalho útil, pois queremos ter, aqui, sempre, a quem consultar, nas horas dos nossos apuros com a tecnologia complicada. Abraços. (oscar )

    • Paulo Brites

      Olá Oscar, pois é, às vezes, são muito ácido nas minhas criticas, mas não aceito a ideia do “que se danem os outros, quero é saber é de mim”.
      O mundo está cada vez mais recheado de egoísmo, consequência do capitalismo selvagem (se é que existe capitalismo “dócil”).
      De vez em quanto eu exagero. Talvez um efeito subliminar da reportagem que assisti na tv.
      Obrigado pela participação no blog.

  4. Roberto Costa

    Gostei muito do artigo VA x W, afinal não sabia comprar um no break, agora aprendi. Só quero lembrar que para aprender sobre isso, nem precisa entender muito de português, e outra coisa, quem entra aqui (assim como eu) é porque busca algo relacionado ao que necessita em eletricidade, seus afins e consequências. Entrar nisso para corrigir o outro que quer ajudar, é pura pretensão demagógica e sem sentido. Parabéns Paulo Brites e obrigado pelo ensinamento.

    • Paulo Brites

      Mordeu e assoprou. Valeu. Cada um escreve do jeito que quer, isso chama-se liberdade de expressão. Agora vai meu assopro pra mordida não doer muito e fazendo um pouco de demagogia pretensiosa: – obrigado pelo artigo ter sido útil e pelos parabéns. Ah! no site tem um artigo especifico sobre no breaks.
      Obrigado pela participação.

  5. Romildo Alves

    Olá Paulo… meu forno é de 1500W 110V preciso ligá-lo numa energia de 220V, comprei um transformador de 6000va, ele suporta? Grato.

    • Paulo Brites

      Infelizmente os fabricantes continuam insistindo em não divulgar a potencia em VA para estes casos nem o fator de potência, mas eu creio que sim, se o transformador for “honesto”.

  6. Honorilda Dias de Souza

    Eu comprei um liquidificador Philco 900w que é 220 mas minha casa é 110, qual transformador tenho que comprar? O de 1000 va vai resover?

  7. Sandro Rodrigues

    Boa noite, gostei muito do seu blog e de sua explicação, porem tenho uma dúvida que o rapaz da loja de transformadores não conseguiu me convencer com a explicação dele.
    É o seguinte eu tenho uma maquina de lavar 110volts de 15 amperes e uma de secar a gas tambem 110volts de 13 amperes e precido de dois transformadores ou de um para ligar elas em 220volts? Tipo o rapaz disse que posso usar um de 5000va !!!
    Não sei se posso confiar, ja que ele me disse que Whats e VA é a mesma coisa.

    • Paulo Brites

      Como eu explico no watts e VA não são a mesma coisa. Seria interessante verificar se o fabricante especifica os “VAs” ou pelo menos o fator de potência, mas os próprios parece que não sabem muito bem a diferença e não informam corretamente.
      A rede elétrica não é mais 110V e sim 127V
      Grosso modo 5kVA parece que dá com folga.

  8. Nivaldo Justino

    Sr Paulo boa tarde ,comprei um comprenssor de ar direto e é de 220w e é de 650 wats comprei um transformador de
    de 1010 va , este transformador da para funcionar meu equipamento sem problemas ? pois vou usar ele em 110 w .

    • Paulo Brites

      Olá Nivaldo
      Você leu o post? Lá eu explico a diferença entre watt e VA Você fala que o compressor é de 650W, não seria 650VA?
      O trafo é 1010 ou ou 1100 VA?
      Se o compressor for 650VA dá tranquilo, mas se for 650W é preciso saber o fato de potencia pra pode calcular os “VAs” como eu explico no artigo

  9. Rafael Prudente

    Já que você falou em utilizar o que se aprende no ensino médio, poderia você mesmo ter feito isso quanto à disciplina de português, já que seu texto está sofrível. Espero – e imagino – que esteja aberto à crítica, já que se dispôs a criticar também.

    • Paulo Brites

      Sempre aberto a críticas, por favor, aponte os erros ou o que está “sofrível” que assim todos sairão ganhando. Será um prazer publicar suas “correções” do meu “português ruim” como diz Roberto Carlos em sua canção.
      Abraços

    • Sim, há erros de português, que na verdade existe em boa parte dos brasileiros, visto que nem mesmo no Ensino médio temos um aprendizado 100% de nossa linguagem. Mas chamar de “sofrível” é ser extremamente exagerado. Sofrível seria se o texto fosse incoeso. O texto consegue transmitir perfeitamente a idéia, mostrando aquilo pelo qual ele veio nos esclarecer. E foi um esclarecimento digno de aplausos!
      Claro que uma crítica positiva nunca é má vinda, sendo o objetivo a melhoria daquele que a lê, mas me pareceu que sua motivação foi mais indignação do que a melhoria do texto.
      Quanto ao que o Professor mencionou, é fato que boa parte dos brasileiros saem do ensino médio com pouco conhecimento. Eu era e sou apaixonado pela física e matemática. Trabalho hoje na área de engenharia e arquitetura e não são apenas paixões, hoje tais matérias são essenciais na minha vida, mas uma coisa que preciso dizer é: nem todas as escolas ensinam o suficiente daquilo que deveríamos saber. Muita coisa do que sei, vim aprender pós ensino médio e mesmo sendo um aluno nota 10, existe conceitos que deveria ter aprendido lá que só vim aprender tempos depois.
      O ensino no país deveria melhorar colossalmente e a educação chegar a um patamar digno de mais elogios. Quem sabe um dia a educação seja mais voltada a conhecimento e menos voltada a princípios morais que os pais deveriam ensinar!

      • Paulo Brites

        Olá Keones
        Na verdade eu não fiquei indignado, queria apenas que o mestre da língua portuguesa me esclarecesse sobre a “sofribilidade” do texto. Nem sei se esta palavra exite, mas como o corretor do Windows não a corrigiu vamos em frente a moda Guimarães Rosa inventando palavras, pois está cai bem aqui.
        Deixe pra lá criticar por criticar não leva a nada. Se me fiz entender para leigos e doutos na matéria é o que importante. Ainda estou aqui a aguardar as correções do texto que não me foram enviadas.
        Sobre a educação tenho muitas e muitas críticas. ‘Inda ontem assistia eu, no canal Curta, o documentário “Vocacional, uma aventura humana” e vem a calhar sobre o que discutimos agora. Mesmo correndo o risco de ser acusado de adepto de teorias da conspiração, não posso de deixar de dizer que o desmonte da educação no Brasil teve seu auge nos anos de chumbo e por razões ideológicas (ou mercadológicas). De lá pra cá ficou mais fácil, porque já está “tudo dominado”.
        Muito do que sei hoje não aprendi na escola, mas só o fato de ter tido bons professores de português (ao estilo da época) de história, de latim, de francês e por ai deixaram o mínimo necessário para ir caminhando sozinho. Há um ditado que diz mais ou menos assim “quem faz a escola” é o aluno e eu complemento “o professor não ensina, o aluno é que aprende”. Graças ao meu professor de português no ginásio (Octávio Teixeira de Brito) tomei gosto pela leitura e nunca mais houve vacina que me currasse da “doença” que transmiti para meu filho. Comecei com o mestre dos mestres, Machado de Assis, por indicação do Prof.Octávio e não parei mais.
        Dali em diante passei a ser um leitor voraz que em crises de abstinência sem não tiver livro pela frente até bula de remédio serve. Mais tarde me apaixonei por História e descobri que melhor maneira de entender o mundo é lendo biografias.
        Li muito sobre educação e nem sei o mais o que. Defendo a ideia que mesmo sendo professor de matemática, física, eletrônica, não se pode abrir mão da cultura geral.
        Teria tanto a dizer mais não cabe aqui. Fica para outra hora e obrigado por ter se voluntariado como meu advogado de defesa e usado um pouco do seu tempo para deixar seu comentário aqui.
        Volte sempre.
        Abraços´

        • Keones Almeida

          Olá Paulo, então, a parte da indignação se refere ao crítico e não a você. Enxerguei uma certa indignação da parte dele ao você mencionar no texto que o ensino médio deveria nos preparar ao menos para comprar um no-break. Para muitos essa afirmação soa como uma ofensa. Eu entendi que a afirmação faz uma crítica geral, tanto ao ensino precário quanto aqueles que nem mesmo o básico foi capaz de aprender, certamente porque não levava a sério os estudos. Assim foi que enxerguei sua afirmação. E portanto, vi a critica dele como uma indignação: “Já que ele pode nos criticar, então vou criticá-lo também”. Algo muito comum esse tipo de pensamento.
          E compartilho da sua opinião, o professor é uma parte importante no aprendizado, mas somos nos os responsáveis por aprender ou não. Eu também dou aulas de informática e música e sempre digo isso aos meus alunos: “Sou 10% do aprendizado de vocês os outros 90% dependem de vocês. Apenas abro uma porta, vocês quem trilham o caminho do conhecimento.”
          Então quando critiquei o ensino médio, não foi generalizado e também não foi apenas uma parte em específico. Há momentos em que a falha está num professor despreparado, há momentos que a falha está no conteúdo transmitido, que poderia ser mais profundo. Há momentos é claro que está no próprio aluno que não busca. Mas usando a mim como base: era um aluno que não se continha apenas com o que era ensinado, me interessava a buscar mais: em outros professores, em outros livros, na internet (que ainda era novidade) e aprendi e continuo a aprender, mas senti falta de uma educação melhor, de conteúdos melhores e em alguns casos de professores melhores. Tive ótimo professores… de matemática mesmo tive professores cheios de conhecimento e que transmitiam com facilidade, outros que além de terem pouco conhecimento, não conseguiam transmitir o que tinham. Em outros casos, o próprio livro didático tinha um conteúdo fraco e mesmo o professor transmitindo ao máximo era insuficiente. Em outros casos nem livro tinha, o professor escolhia uma apostila e ensinava em cima dela, as vezes era bons conteúdos, as vezes o conteúdo era fraco. Enfim, minha critica foi a isso. À uma educação “despadronizada”. Mas, apesar de tudo isso, devo admitir, nada disso é motivo para não buscarmos mais e foi nessa busca que me deparei aqui com essa sua explicação espetacular!
          Abraços!

          • Paulo Brites

            Valeu Keones É por aí mesmo. Defendo a ideia de que escola tem que preparar para a vida. É um modelo utópico, mas o utopia é de nos move porque assim como o horizonte que ao nos aproximarmos dele ele “foge” da gente a utopia nos faz buscar sempre, mesmo sabendo que não a alcançaremos. Quem faz o caminho é o caminhante, Também nunca me contentei que só aquilo que o professor dizia e beber em outras fontes. Sou do tempo da biblioteca.
            Infelizmente a “educação de massa” vira um fast food e conhecimento. Hoje aposentando posso me dar ao luxo de continuar minha utopia quixotesca e graças ao lado bom da Internet levar meus pensamentos pelo mundo, sempre aberto a críticas que tragam algo a construir e não para destruir.
            Abraços

  10. CARLOS FIGUEIREDO

    Paulo, muito bem explicado, parabéns pelo conhecimento e pela didática. E por expor seu sentimento em relação ao mínimo aproveitamento que se tem na escola, o que é lamentável, tanto em relação aos alunos como aos professores, que nem sempre se dedicam como poderiam…Um abraço!

    • Paulo Brites

      Muito Obrigado Carlos pelos comentários eles reforçam minha vontade de continuar nesta cruzada quixotesca de levar conhecimento as pessoas

  11. mauro

    qual transformador devo comprar para uma fritadeira elétrica indistrial de 1 cuba. A fritadeira é 220 wolts e eu vou ligar no 110 wolts.

    • Paulo Brites

      Caro Mauro
      Considerando que uma fritadeira deve ser puramente resistiva e neste caso Watts e VA são a mesma coisa É preciso vera potência da fritadeira Dê uns 20% a mais no valor do trafo que deve ser especificado em VA, mas como eu disse neste caso é igual aos watts da fritadeira.

  12. Sandoval da Mata

    Sandoval da Mata parabéns ao autor pela didática e pelo conteúdo do assunto em que explicita a diferença em W e VÁ.

    • Paulo Brites

      Muito obrigado Sandoval pela participação.

  13. Pedro

    Muito bom o artigo, esclareceu diversas dúvidas! Mas agora to com vontade de beber uma gelada… Use outro exemplo por favor kkk >.<

    • Paulo Brites

      Mas se beber não dirija kkkkk

  14. Thaís

    Excelente explicação! Parabéns pela forma de explicar, bastante didádica!

    • Paulo Brites

      Que bom que você gostou, fico muito feliz

  15. Wilson Luiz Soares

    Parabéns pelo artigo! Você foi muito claro e objetivo na sua exposição. Gostei muito!

    • Paulo Brites

      Muito obrigado pela participação

  16. Rapaz eu dei uma gargalhada feia com seu trocadilho logo apos fazer analogia do copo de chopp .. “Mas afinal como comprar o nobreak?
    Primeiro você deve estar sóbrio”
    gostei muito so seu blog e dos textos

    • Paulo Brites

      Ótimo Davy e se beber não dirija. Um forte abraço
      Paulo Brites

  17. Douglas

    Ótimo explicação.

    Por quê alguns auto transformadores tem valores diferentes para potências em VA e W? Por exemplo: 500VA que equivalem à 350W.
    Isso significa que além do aparelho que ele irá alimentar, o auto trafo também tem fator de potência para que essas potências sejam diferentes?

    Obrigado.

    • Paulo Brites

      Olá Douglas,
      Pois é o próprio transformador tem suas perdas que dependerão, por exemplo, da qualidade do núcleo. estas perdas acabam se transformando em calor, por isso também existem transformadores “iguais” com preços diferentes. Estou fazendo uma pesquisa sobre isto para escrever um artigo, já que não sou um especialista no assunto.

    • Paulo Brites

      Olá Douglas,
      Pois é o próprio transformador tem suas perdas que dependerão, por exemplo, da qualidade do núcleo. estas perdas acabam se transformando em calor, por isso também existem transformadores “iguais” com preços dif Estou fazendo uma pesquisa sobre isto para escrever um artigo, já que não sou um especialista no assunto.

  18. Fábio Inoue

    Excelente explicação, muito didático. Lembra o saudoso Joelmir Beting.

    • Paulo Brites

      Obrigado Fábio. Joelmir Beting é ótimo kkkk
      Abraços

  19. Aparecido Pereira

    Muito bom e bem explicado. Uma pergunta e se possível me responda atraves de meu e-mail. Tenho um transformador de ( 5000 VA, como faço para descobrir o FP ( fator de potencia ) e tranformar tudo isso em Wats ? Se puder me responder antecipo meus agradecimentos .
    Aparecido Pereira .
    pereira6761@gmail.com
    Sou de Guarulhos – SP.

    • Paulo Brites

      Obrigado pela participação Breve te responderei

  20. paulo brites, eu moro em aracaju onde o sistema residencial das casas e de 110 mas eu tenho uma residencia em pernambuco onde a energia e 220 , a minha pergunta e se eu posso colocar um em uma parte da casa a (geral) ligada a um transformador de 5000va , obrigado

    • paulobrites

      Ola Paulo Cesar
      Se eu bem entendi sua pergunta seria ter uma parte da casa alimentada com uma tensão e outra parte com tensão diferente proveniente de um transformador geral.se for isso não nenhum problema quanto a potência vai depender do que vai ser ligado.

  21. Parabéns cara! mais claro impossível. Agora vamos ensinar os eletricistas que eles não sabem disso hahaa

    • paulobrites

      Obrigado, Mauro
      Ajude a divulgar
      Abraços
      Paulo Brites

  22. Gerald

    Hi Paulo,
    Excellente artigo, gostei da cerveja bem gelada 🙂
    Abraços,
    Geraldo

    • paulobrites

      Thanks Gerald
      Abraços

Fico muito contente quando alguém coloca um comentário, é sinal que leu

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