Lâmpada Série no século XXI

Lâmpada Série no século XXI

Não é de hoje que eu escrevo sobre este assunto e estou convencido que, de vez em quando, é preciso reativá-lo na cabeça dos técnicos; por isso, mesmo correndo o risco de ser chamado de velho ranzinza que repete sempre a mesma ladainha, volto a tratar dele no meu blog.

Quero aproveitar também para dar uma dica e resolver o problema surgido com a descontinuidade de fabricação das lâmpadas incandescentes que constituem o “coração” da nossa imprescindível lâmpada série na bancada.

Como era antigamente?

A turma da velha guarda foi treinada a usar lâmpada série, e os técnicos de old times sempre tinham em suas bancadas um soquete com uma lâmpada de 100 ou 150 W para ligar amplificadores e televisores “queimadores” de fusíveis que chegavam para conserto.

De repente, não sei por que, parece que à medida que os aparelhos foram ficando mais modernos, a “gloriosa” lâmpada série (como diria certo apresentador de TV) parece que também foi ficando démodé e alguns técnicos começaram a alegar: – não uso porque não funciona nos televisores com fonte chaveada!

E de onde saiu este mito?

Certamente da falta de conhecimento teórico, isto é, fazer as coisas pela prática (leia-se chutômetro), mas sem saber por que está fazendo.

Talvez aqui caiba uma pergunta: – você sabe como funciona uma lâmpada série?

Em principio, poderíamos dizer que a lâmpada série é uma espécie de fusível que não queima.

Como assim, fusível que não queima! Que história é essa?

Todo mundo sabe que o fusível (não confundir com fuzil) é aquele “carinha” que fica logo na entrada do circuito de modo que toda a corrente do aparelho tem que passar por ele, ou seja, ele fica em série com o circuito, quer seja no aparelho ou na casa da gente (aí costuma ser chamado de disjuntor).

Ele é dimensionado para suportar uma determinada corrente e se esta corrente for maior que o previsto pelo projetista ele se romperá por aquecimento (ainda bem).

Vale a pena lembrar aos novatos (só aos novatos mesmo?) que nunca, jamais, em tempo algum se deve trocar um fusível “teimoso” que “insiste” em queimar sempre por outro “mais forte” (a menos que você esteja fazendo treinamento para incendiário!).

Considerando que o fusível que “queimou” estava com o seu valor em ampères igual ao especificado pelo fabricante significa que os “ampères” (corrente) que passaram por ele estavam acima do normal, ou seja, há uma sobrecarga ou curto circuito no aparelho.

E se ligarmos o aparelho através de uma lâmpada em série?

Bem, lâmpadas foram feitas para acender quando ligadas na rede e acionamos o interruptor que tem o papel de fechar o circuito entre a fase da rede elétrica e a lâmpada.

Lampad com interruptor

Agora vamos “substituir” o interruptor por uma tomada onde será ligado o aparelho sob suspeita.

Se o aparelho estiver em curto irá fazer o papel do interruptor e a lâmpada acenderá com seu brilho normal. Até aí tudo bem, o fusível não queimou.

Antes de prosseguir que tal pensarmos um pouquinho

Qual a diferença entre curto circuito e sobre corrente (over current) ?

Bem, um curto circuito é circuito curto (sem trocadilhos), ou seja, um circuito de resistência zero (aquilo que você tem no bolso no final do mês) o que faz a corrente tender a um valor muitíssimo alto (as contas a pagar).

Uma sobre corrente (over current) ocorre quando a resistência do circuito fica abaixo do normal, mas não é zero e, portanto a corrente ficará mais alta que o especificado, mas, não necessariamente, se tornará muitíssimo alta de repente.

É comum ouvirmos nos noticiários – o incêndio pode ter sido provocado por um curto circuito que começou no aparelho de ar condicionado e blá, blá, blá.  E aí cabe uma perguntinha: e o disjuntor não desarmou imediatamente por quê?

Para ficar mais fácil de entender, o curto circuito é um infarto fulminante, enquanto a sobre corrente provocada por uma sobre carga é aquela doença “invisível” que mata devagar.

E como a lâmpada série pode ajudar no reparo de aparelhos eletrônicos?

Se ao ligarmos o aparelho através da lâmpada série e ela acender com seu brilho normal significa que há um curto e obviamente você deverá procurá-lo antes de ligar o aparelho diretamente à rede (a menos que você seja acionista da fábrica de fusíveis).

Há casos, porém que a lâmpada acende com brilho reduzido inicialmente e este vai aumentando gradualmente após algum tempo. Uma das possibilidades é que se tenha uma sobre corrente provocada por algum componente que não está em curto, mas à medida que a corrente passa por ele sua resistência vai diminuindo (tendendo a entrar em curto) o que vai fazer a corrente aumentar permitindo que a lâmpada série passe a  acender cada vez com mais brilho.

Mas por quer dizem que a lâmpada série não funciona com fontes chaveadas?

Será que é intriga da oposição? Eu afirmo que não, e sim falta de conhecimento teórico mesmo.

Vejamos o seguinte, quando você liga um aparelho através de uma lâmpada série e ele não está em curto ou apresentando uma sobre corrente significa que sua resistência não é nula nem muito baixa, ou seja, que ele está consumindo a potência para o qual foi projetado.

Por exemplo, um televisor cujo consumo é de 100 W se estiver funcionando corretamente irá consumir no máximo 100 W (é óbvio).

etiqueta televisor

 

 

 

 

 

Um circuito série se caracteriza por duas regrinhas básicas:

1)   A corrente é a mesma em todos os elementos do circuito;

2)  A soma das tensões sobre cada elemento (lâmpada, televisor, ventilador, etc.) do circuito é igual à tensão aplicada a ele.

Se os dois elementos consumirem a mesma potência significa que têm a mesma resistência e se forem ligados em série cada um ficará com a metade da tensão (porque neste caso são dois).

Assim, se ligarmos um televisor (funcionando) que consome 100 W em série com uma lâmpada também de 100 W a uma rede de 120 V teremos 60 V sobre cada um (metade de 120).

 

Lampada série

E é aí que está encrenca que faz com que a lâmpada série “não funcione” com fontes chaveadas.

Estas fontes precisam de uma tensão mínima para começar a funcionar.

Nos aparelhos modernos esta tensão mínima costuma ser 90 ou 100 V, logo com 60 V, como no exemplo acima, a fonte não vai partir.

Entendeu agora porque a lâmpada série não funcionou?

E como resolver isso?

Muito simples.

A regra de ouro da lâmpada série

Basta usarmos uma lâmpada série com potência cerca três vezes a potência do aparelho para conseguirmos que cerca de 80% da tensão rede alimente o aparelho o que deve ser suficiente para a fonte partir (80% de 127 V nos dá 101 V).

Assim, no nosso exemplo a potência da lâmpada deveria ser de 300 W o que fará com que apareça mais tensão sobre a carga (televisor) e menos tensão na lâmpada que praticamente não deverá acender se o aparelho estiver funcionando corretamente.

Uma dúvida que quase todo mundo tem

No parágrafo acima foi dito que se o televisor consumir 100 W e for ligado em série com uma lâmpada de 300 W teremos “mais tensão no televisor e menos lâmpada”. Você entendeu bem isso?

Quanto maior a potência da lâmpada menor será a sua resistência e como a lâmpada está em série com o aparelho em teste a corrente que circulará na lâmpada será a mesma que circulará no aparelho. Como consequência quanto menor a resistência menor a tensão desenvolvida.

É por isso que a potência da lâmpada, no caso de fontes chaveadas, tem que ser três vezes maior que a potência do aparelho.

Construindo uma lâmpada série multi potências

Para não ficar tirando e colocando lâmpadas para tocar de potência (queimando a mão e xingando a mãe de quem inventou isso) basta montar um circuito simples com cinco lâmpadas apenas com as seguintes potências (uma sugestão): 25 W, 60 W, 100 W e duas de 150 W.

Com o circuito apresentado abaixo você tem como conseguir 21 potências diferentes entre 25 e 485 W dependendo da combinação de chaves que você fechar e abrir.

Lâmpada série

Por exemplo, com S2 e S3 fechadas e a outras abertas você terá uma potência equivalente a 160 W, ou seja, 60 + 100 porque potências em paralelo se somam (em série não).

Escreva embaixo de cada chave a potência da lâmpada que ela está acionando.

E se não conseguir comprar lâmpadas incandescentes?

As lâmpadas incandescentes estão descontinuadas, ou seja, não são mais fabricadas, portanto corra para comprar onde ainda tem estoque antigo e faça as suas reservas.

Lmppada OSRAMOutra opção é utilizar lâmpadas hológenas com soquete E27 que funcionam de modo similar às incandescentes, pois ambas têm filamento resistivo e isso é que importa no caso da lâmpada série.

Um cuidado especial é quanto à potência destas lâmpadas. Encontrei dois tipos da marca OSRAM com indicações 42 W = 60 W e 70 W = 100 W.

Considere os valores mais baixo de potência (42 e 70 W) e não os valores mais altos. O que o fabricante está querendo dizer é que uma lâmpada halógena de 42 W, por exemplo, equivale em termos de iluminação a uma incandescente de 60 W.

A oferta de potências destas lâmpadas não é tão grande como a das incandescentes, mas é possível, usando um número maior de lâmpadas, construir um conjunto similar ao mostrado no esquema.

Outra questão que você deve ficar atento é quanto a tensão das lâmpadas que deve ser compatível com a da rede elétrica da sua cidade (127 ou 220V).

Agora é com você. Construa sua lâmpada série e pare de queimar fusíveis, transistores e etc. ou então, confie no seu “anjo da guarda” e se ele estiver ocupado e lhe deixar na mão vá se queixar ao bispo.

Até sempre

Lâmpada Série no século XXI
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Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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54 Comentários

  1. Paulo de oliveira

    Muito boa sua informação adorei . Gostaria de perguntar se tem como contruor uma lampada em serie para testes eletrônicos com lâmpadas de led .se sim como fazer e se tem um esquema para informar pois não consigo mais achar lampadas para o meu sistema. Obrigado

    • Paulo Brites

      Caro Paulo
      A LS só pode ser construída com lâmpadas de filamento. Acredito que as dicroicas a que me referi ainda são vendidas por aí.

  2. Eduardo

    Olá professor. Uma dúvida : existe uma outra forma de se construir um circuito equivalente à lâmpada série sem as lâmpadas incandescentes? Com resistores, resistencias de outros equipamentos, fet ou triac de potência, ou outos?
    Obrigado!
    Sempre recorro ao seu site para obter informações e conhecimento!

    • Paulo Brites

      Caro Eduardo
      A lâmpada funciona como uma resistência variável e que te dá a oportunidade de avaliar o comportamento do circuito pelo “brilho” da luz que está mostrando, portanto eu não vejo outra maneira de se conseguir isto e nunca vi nada a respeito. Ainda se consegue comprar lâmpadas incandescentes do tipo dicroica então eu não vejo porque complicar o que é simples. De qualquer maneira vou ficar “ligado” no seu questionamento e se descobrir alguma coisa público aqui no site. Abraços.

  3. Cid

    Oi, Paulo! No caso de fontes de computadores, qual seria a potência da lâmpada?

    • Paulo Brites

      Se a fonte está sem carga, ou seja, desconecta do PC vc pode usar uma lâmpada entre 60 e 100W

  4. Cid

    Paulo, pode ser utilizada resistência de chuveiro no lugar das lâmpadas? Pq se for possível, basta cortar as resistências c um valor especíco.

    • Paulo Brites

      Olá Cid, Eu diria que sim e que não. Sim, porque se é resistência, em princípio, funcionaria. Agora, pergunto: Qual a potência dissipada por uma resistência de chuveiro? Varia de 4 a 5 mil watts. Percebeu que não vai dar para usar. Mantendo a mesma bitola de fio e o mesmo fio a resistência aumenta com o comprimento dele o implicaria em resistência quilométricas. Essa é apenas uma complicação. Uma resistência de chuveiro precisa ser refrigerada por isso, fica dentro d’agua.Enfim como ideia é boa, mas não prática não funciona. Um dia escreverei um artigo com mais detalhes sobre isso, mas valeu pela participação. Gosto muito de questionamentos, nos levam a pensar.

      • Cid

        Oi de novo, Paulo! No caso da resistência, eu pensei naqueles antigos q a gente chamava de “rabo quente”. Imaginei q se houvesse um meio de dissipar o calor de resistência com cerâmica, por exemplo, ou outro meio qualquer q servisse como uma carga pra ela, se talvez daria certo. Mas mesmo q dê certo, a construção seria difícil.
        Mas obrigado por td! Agraadeço a prontidão em responder os comentários. Além de conhecimento, vc demonstra muito interesse em dividir o q vc sabe. Isso é muito elogiável e faz toda a diferença. Parabéns pelo serviço!

        • Paulo Brites

          Olá Cid, volte quantas vezes quiser A casa, ou melhor, o blog é de todos que querem aprender.

  5. Erivaldo Passos

    professor, parabéns pelo seu trabalho que muito me esclareceu sobre detalhes da eletrônica principalmente prática.

    • Paulo Brites

      Que bom Erivaldo. Missão cumprida.

  6. Eugênio Luiz de Araujo

    Prezado prof. Paulo Brites, como vai? Espero que Deus permita que estejas bem. Muito interessante vossa explanação sobre “Lâmpada Série” e, só não entende é porque sabe bulhufas de eletrônica. Mas apesar dessa maravilhosa explicação me pairou uma dúvida. Eu quero testar um transformador que originalmente é de 220v para conferir as tensões de saída do secundário. Eu tenho um ramal de 220v em minha residência e como eu utilizo a “Lâmpada Série?
    Um forte abraço e que Deus esteja sempre em vosso lado.

    • Paulo Brites

      Olá Eugênio
      Neste caso você deverá usar lâmpadas para 220V como a sua rede.

  7. jose

    parabéns adoro muito as tuas publicações e é um aditivo gratificante sempre receber as publicaçao. adoro essa pagina

    • Paulo Brites

      Obrigado, Jose

  8. milton neves

    Gosto muito destas publicaçoes ainda mais vinda do mestre da eletronica.nunca me esqueço ,A potencia da lampada devera ser tres vezes a do aparelho em conserto.

    • Paulo Brites

      Obrigado Milton

  9. alaho

    Coloquei uma impressora sony dpp-f700 de 100w em serie com a lampada de 150w, e ela ñ acendeu. Já a impressora, reagiu da mesma forma quando a conecto a fonte ac/dc (fica com o led ligado-cor verde- e ñ está desligando. É como se estivesse travada.

    • Paulo Brites

      Caro Alaho
      1) o uso da LS dever ser feito, principalmente, quando há uma suspeita de curto circuito, caso contrário não há necessidade
      2) Se a impressoras tem consumo de 100W a LS deve ser da ordem de 250w como explico no artigo
      3) Se for impressora laser há picos de corrente quando a lâmpada para aquecer o fusor e, portanto deve-se usar uma LS maior
      4) A maioria dos defeitos de impressoras são de origem mecânica, portanto não há necessidade de usar LS como expliquei no ítem 1
      5) Eu não conheço esta imprressora.

  10. Luiz Carlos

    Olá boa tarde Professor.
    Sou Técnico em eletrônica já com algumas décadas de estrada, quero dizer de bancada…
    Mas tenho sempre uma dúvida quando faço reparos em fontes de TVs LCD ou PLASMA as quais eu retiro a placa do aparelho coloco na bancada e vou trabalhar. Estou reparando uma fonte philips 40pfl3605 que usa um Fet F6N80 e um ci oscilador NCP1207A fico na dúvida qual a potência da lâmpada utilizar sendo que com uma comum de 60W foi ligar e o Fet estourar.

    • Paulo Brites

      Caro Luiz Carlos
      O uso de lâmpada série com fonte chaveada exige certos cuidados com relação a potência da lâmpada.
      Por outro lado creio que a falta de carga na fonte pode ter contribuído para a queima do fet. Não estou afirmando, mas é um caso a pensar.Vou dar uma estudada no data sheet deste CI e ver se descubro algo. No meu site tem um artigo sobre carga em fontes chaveadas que vale a pena ler.Outro coisa se o Fet entrou em curto o CI pode ter sido danificado.

      • Luiz Carlos

        Muito obrigado pelo retorno Professor.
        Vou pesquisar em seu site sobre o tema carga em fontes chaveadas.
        Quanto ao circuito acima eu já havia trocado FET , CI e também o diodo retificador da saida de 22v D210 que estava em curto, acredito ser o “mordomo” (como diria o Sr) de todo o problema ai.

        • Paulo Brites

          Tomara que sim, obrigado pelo retorno

  11. Vanderson Santos

    Muito bom o artigo, sou um curioso da eletrônica em desenvolvimento..,,
    Bom, a dica das 3x a potencia do equipamento é muito boa.
    Porém eu tenho uma dúvida…. Se tenho um nobreak de 1200VA. Retirei a placa e vou ligar na lâmpada de série ..considerando que o nobreak está sem nada ligado a ele ou seja sem consumo externo, Qual a potência da lâmpada em série que devo usar?

    • Paulo Brites

      Nunca havia pensado nisso. mas vamos lá Quando você diz “retirei a placa” você está querendo dizer que quer testar a placa sem as baterias? Em geral, o nobreak não funciona sem elas. Qual o problema, o nobreak está apresentando curto, queimando fusível?
      Outra questão é que como o nobreak não trabalha com fonte chaveada a potência da lâmpada não é critica pode usar 100W (eu acho) tem que experimentar, só não irá funcionar quando colocar carga Espero ter ajudado.

  12. Considere os valores mais baixo de potência (42 e 70 W) e não os valores mais altos. professor eu não entendi bem esta parte.
    Quer dizer que se eu tenho um aparelho que consome 40w, eu tenho que usar a combinação com lampadas halogena da seguinte forma: 42w+70w_112w.

    • Paulo Brites

      Olá Paulo
      Na embalagem das Halogenas aparecem duas potências, por exemplo, 42 e 60W O que o fabricante está querendo dizer é uma lâmpada halógena de 42W equivaleria em termos de iluminação a uma de 60W comum Então você tem que considerar no cálculo os 42 e não os 60 Como você disse 42 + 70 = 112W

  13. milton neves

    Muito bom Paulo brites,sempre uso as lampadas serie, mas confesso que o valor
    de 3x a potencia do aparelho aprendir a pouco tempo,perfeito obrigado.

    • Paulo Brites

      A lâmpada série é o anjo da guarda do técnico

  14. Bom dia amigo,

    Quero construir uma lâmpada serie para ligar carregadores de bateria 12v 30A, qual lâmpada é a certa em potencia? prefiro a halógena porque a incandescente num acha mais no mercado. Agradeço por sua resposta, e parabéns pelo seus artigos.

    • paulobrites

      Olá Paulo
      Eu não entendi bem o que você pretende. Seria fazer um carregador com um lâmpada em série com um diodo? Se for isso, você tem 12 x30 = 360W, mas como o diodo só vai conduzir a cada meio ciclo a corrente de carga também vai cair Assim teríamos (numa conta rápida) apenas 180W Você pode usar um conjunto de lâmpadas em paralelo para obter os 180W Por exemplo, 3 lâmpadas de 60W em paralelo e conjunto em série com a carga. Espero que seja isto que você quer.

    • Paulo Costa

      Opa perdão vi sua resposta agora, não quero construir carregador não, rs. Quero consertar consertar de bateria e ligar na lâmpada série por prevenção, é isso. Obrigado.

      • Paulo Brites

        Ok, já nem sei mais qual foi sua dúvida, mas tudo bem Se precisar entre em contato
        Abraços

  15. João Araujo

    Excelente esse esse material obrigado por partilhar o vosso conhecimento infelizmente o Brasil e carente de pessoas com boas motivações assim como voce.

    • paulobrites

      Muitíssimo obrigado pelo seu apoio, João.
      Tenho dedicado meu tempo a escrever e passar todo o conhecimento que adquiri ao longo de toda a minha vida adiante, pois acho que isto é o mínimo que posso fazer como ser humano. Ajude-me a divulgar o trabalho e também estará contribuindo com sua missão neste planeta.
      Abraços e até sempre

  16. Daniel Bernardo

    Realmente a lâmpada série é o “amor a primeira vista” do técnico iniciante depois que ele descobre a eficácia de seu uso.
    Durante as aulas do Prof. Brites na Antenna pude ver o quão importante era ter uma lâmpada série, e nos boletins técnicos sempre que dava um espacinho tava lá ela na reparação de algum equipamento, ou virando assunto do tipo “flashback”
    Desde a época dos monitores CRT, placa fonte das impressoras LX300, fontes de PC, pude ver que era realmente importante tê-la para evitar a queima de alguns componentes. Ainda tenho a minha velha lâmpada série guardada, e ainda uso quando pego uma fonte de alimentação com um defeito cabeludo.
    Sempre me lembro de um ditado do Prof. Brites, onde ele menciona que “o bonde virou metrô”. No caso da lâmpada série, ela ainda é a boa e velha lâmpada série da época de ouro da reparação.
    Quem não tem, não sabe o que tá perdendo… (ou até sabe, perdendo dinheiro comprando fusíveis, transistores, etc…)

    Grande abraço mestre… Seu site é realmente muito bom, é um túnel no tempo.

    • paulobrites

      Muito obrigado Daniel pelo seu depoimento.
      Eu é que entre no túnel do tempo, nem me lembrava que “o bonde virou metrô”.
      Bom reviver os velhos temposm, mas manter os olhos abertos para o futuro.
      Abraços
      Paulo Brites

  17. francisco de assis matias

    parabens pelo seu site . bem explicativo e facil de entender . continue assim . voce conseguiu mais um fã . um abraço .

    • paulobrites

      Muito obrigado Francisco

      Compartilhe com seus amigos. Nós só temos a ganhar quando passamos adiante aquilo que aprendemos.

      Abraços

      Até sempre

  18. Fernando Gonzales

    Boas dicas, agradeço.

    • paulobrites

      Ótimo que gostou

      Abraços

  19. caro amigo, gostei bastante do seu artigo, que por sinal o melhor que ja vi ate agora, tenho uma duvida, na minha cidade a rede é de 220 volts mais tenho bastante equipamentos que são apenas 110 volts, posso usar esses equipamentos(110v) em lampadas serie ligadas a tensão de 220 volts?

    • paulobrites

      Obrigado Odail,
      pois é, às vezes, a gente está mais inspirado.
      Quanto a sua dúvida, se os aparelhos são para 110V e sua rede elétrica 220V você deverá utilizar um transformador 220/110.
      Se os aparelhos também forem 220V você deverá usar lâmpadas 220V.
      Espero ter esclarecido sua dúvida, se não entre em contato.
      Abraços

  20. carlos

    Nossa que bom poder saber que está bem e escrevendo artigos, a uns 5 anos fiz alguns cursos de manutenção de monitores com o sr.Paulo e fez uma diferença enorme no meu conhecimento consegui resolver com mais facilidades os defeitos e aumentou a qualidade do serviço técnico más nunca mais tive contato e sinto falta dos seus cursos técnicos…” existem outros” dando curso por ai que dá até vergonha dizer cobram um absurdo prometendo grandes resultados e quando a gente faz paga caro e sai frustrado ,tenho saudades dos curso aprofundados e práticos que o sr.Paulo ministra…
    agradeço pela sua contribuição em minha vida!
    Carlos Uraí pr

    • paulobrites

      Pois é, Carlos eu sou como um cometa desapareço mais volto,
      Agora estou pretendendo ficar um bom tempo “visível aqui na Terra” rsrsrsrs
      Fico muito feliz em ter lhe ajudado.
      Suas palavras são uma grande motivação para continuar na estrada.
      Um grande abraço e como diziam antigamente “Fé em Deus e pé na taboa” continue horando a profissão.

  21. Mith Biajo

    A meu ver usar lâmpada em série para tenta solucionar um defeito e uma afronta a quem realmente estuda, ou os multímetros e os osciloscópio são apenas peças de decoração Natalina.

    • paulobrites

      Caro Mith

      A Lâmpada Série não é uma afronta a ninguém, assim como o air bag não é uma afronta ao bom motorista.
      Se o aparelho tem algum curto “escondido” e cada vez que é ligado diretamente à rede queima o fusível ou outros componentes mais caros vamos ficar substituindo-os indefinidamente?
      De que adiantarão os multímetros e os osciloscópios se não podemos fazer medições com o aparelho ligado?
      Acho que o senhor não entendeu o objetivo da lâmpada série.
      A lâmpada série é uma grande aliada do técnico que sabe usá-la.

  22. Antonio

    Estive presente no curso do Prof. Fernando e foi com imenso prazer que reencontrei a sua pessoa (o conheci pela primeira vez, há muitos anos, em sua antiga oficina na Tijuca), uma pessoa que admiro pelos seus conhecimentos e sua didática, que transformam os assuntos mais complexos em assuntos facilmente assimiláveis. Gostei muito de sua aula sobre o tema e achei a ideia genial, do Prof. Fernando, em ter a sua grande pessoa, que considero o “papa” dos profissionais em Eletrônica presente também em suas aulas. Que Deus lhe dê muitos anos de vida para que continue contribuindo para o nosso constante aperfeiçoamento e fique certo que este desejo não é só meu, mas de uma grande legião de admiradores…

    • paulobrites

      Valeu Santos.
      Muito obrigado pelo seu comentário.
      Minha filosofia de vida é “compartilhar conhecimento é uma maneira de consolidá-lo”.
      Sem informação não há cidadania.
      Abraços

      • iose malaquias da silva neto

        nada a declara espero boas novidade obrigado

        • paulobrites

          Com certeza teremos.

          Se não quiser perde-las assine o blog e receberá as novidades no seu e-mail
          Abraços

          • João de Souza

            Olá, Prof. Paulo Brites, fiquei muito feliz em enviar este comentário para o sr. que conheci através dos boletins técnicos distribuídos pela ANTENNA EDIÇÕES TÉCNICAS do saudoso Gilberto Affonso Penna. Pouco tempo antes dele nos deixar, ainda procurei os seus boletins, porém não os encontrava, o que me deixava triste e sentia-me um tanto desamparado pela falta de informações técnicas. Ainda tenho alguns comigo, que leio porque gosto do modo como o senhor ensina: com uma linguagem supimpa (sem querer ofender: linguagem simples e fácil de entender). Continue nesta caminhada, professor, que o senhor vai longe, muito longe,ok? Até a próxima, se Deus assim o permitir!

          • paulobrites

            Olá João
            Também fico feliz com o seu comentário. Quero ver o site cheio de gente dando o seu depoimento, seja ela positivo ou de critica.
            Pois é, infelizmente tive que parar com os boletins no número 12. Não foi por superstição, mas do 13 em diante não saiu mais.
            Há muito tempo li uma frase de alguém cujo nome não lembro que dizia mais ou menos assim”um escritor não tem nada de novo a dizer, apenas uma maneira diferente de dizer”.
            Quando escrevo procuro me colocar na posição do leitor e tento atingir não só o seu cérebro, mas também o seu espirito.
            Esteja certo que vou continuar na caminhada.
            Abraços e até sempre
            Paulo Brites

Fico muito contente quando alguém coloca um comentário, é sinal que leu