Vem aí 2020. Chi! É bissexto

Os supersticiosos dizem que ano bissexto dá azar, eu como não creio nisto, nem ligo. Não sou supersticioso mesmo.

Pensando bem, não passo debaixo de escada se tiver alguém lá em cima pintando a parede. Vai que a lata de tinta cai cá embaixo, justo quando estou passando!

Isto não é superstição, é cautela que, assim como canja de galinha, desde que seja galinha caipira e sem hormônios, não faz mal a ninguém.

Também não gosto do número sete, nem das combinações que geram este número.

Por exemplo, quando morei num apartamento de número 205 quase enlouqueci para pagar as prestações que aumentavam de valor todo mês, muito mais que o meu salário.

Mas, isso foi na Era Sarney. Pensando bem, talvez a culpa não tenha sido do sete, mas fiquei com a cisma até hoje.

Dizem as más (e boas línguas) que quando Moisés estava promulgando os Dez Mandamentos, enviados pelo “Criador”, ao chegar no sétimo, “não roubarás”, muita gente presente, principalmente os políticos presentes, gritou “corta o sete”.

Será que por isso que se escreve o sete “cortado” no meio até hoje?

Para resumir não custa nada, na virada do ano, tomar uma canja de galinha caipira sem hormônios, comer lentilha, vestir roupa branca, jogar flores no mar para Iemanjá ou seja lá em que se acredite e seguir o dito popular espanhol – No creo en las bruxas, mas que las hay, las hay e esperar que não apareça na nossa frente nenhuma bruxa perdida e tenhamos dias melhores em 2020.

Voltando ao 2020 bissexto, é possível que seja um ano ruim mesmo, ou pior que os outros, porque é ano de eleição.

Ah! O ano de eleição não é ruim não, ele é cheio de promessas.

Ruim mesmo vai ser 2021 quando as promeSSas virarem promeÇas!

Deixando de lado meu otimismo invertido com o 2020 bissexto vamos falar de coisas boas, pois procurando com uma lupa (vezes mil) sempre se pode achar alguma.

Como diz Martinho da Vila “Deixa a tristeza pra lá, que a vida vai melhorar”, nem que seja “devagar, devagarinho, mas …vai melhorar”.

Afinal, tristezas não pagam dívidas então, fiquemos alegres nem que seja por alguns momentos.

O importante é que estes momentos sejam plenos de felicidade e alegria.

Ainda bem que em fevereiro tem Carnaval, como sempre nos lembra o grande Simonal, embora não dê mais pra ter “uma nega chamada Tereza” (porque é racismo), nem “um fusca” (que acabou).

Só sobrou mesmo o violão!

Então, tiremos a viola do saco e cantemos todos juntos

 “Adeus ano velho!

 Feliz Ano Novo!

Que tudo se realize

No ano que vai nascer

Muito dinheiro no bolso

Saúde pra dar e vender.”

TMJ = TamoJuntos (pro que der e vier)!

Paulo Brites

Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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