
Ao ler este título você deve estar pensando: – como um capacitor eletrolítico pode apresentar um “defeito” diferente?
Até onde todos nós sabemos só existem (ou existiam!) três defeitos possíveis para um capacitor, seja eletrolítico ou qualquer outro: perder a capacitância, apresentar “fuga” no dielétrico e entrar em curto (que não deixa de ser uma fuga, só que maiorzinha!).
Bem, isso era antigamente. Com o surgimento das fontes chaveadas apareceu a tal da ESR, coisa que até década de 90, mais ou menos, ninguém tinha ouvido falar nem sabia o que era.
Mas como diz um ditado popular, quando aprendemos todas as respostas, a vida muda todas as perguntas.
Pois bem, o post desta semana surgiu de uma consulta do técnico Fábio Vinco que se deparou com uma situação bastante curiosa, para não dizer insólita, ao reparar um televisor AOC modelo LC32D1320 e que parece um bom exemplo para o ditado citado acima.
Segundo o Fabio, a falha era uma das mais comuns e bastante conhecida da maioria dos técnicos: – capacitor C953 da linha de 5V sem capacitância ou, como dizem por aí, “capacitor seco”, ou melhor, com ESR elevada como vemos na figura.

Identificado o problema o Fabio não pestanejou e partiu para a troca do “laranjinha” original (C953) da marca Elite que estava no televisor, que apresentava uma ESR da ordem de 1,9 ohms, por um novo da marca Huang também de 330uF/16V para 105ºC e o televisor funcionou, mas … (sempre tem que ter um “mas”) ao colocar o dedo do capacitor “novo” o bichinho esquentava tanto a ponto de quase queimá-lo.

Ora, todos nós sabemos que um capacitor não pode esquentar e obviamente se o técnico não prestar a tensão a este “pequeno” detalhe e “deixar pra lá” teremos uma explosão na certa.
Neste momento ele começou a maratona de tentar descobrir o que estaria acontecendo.
Não irei aprofundar aqui com todos os detalhes os passos que ele seguiu por julgar que não são essências para as conclusões, farei apenas um breve resumo de algumas medições do Fábio:
1) Verificação do ripple na linha de 5V com osciloscópio: 1,2Vpp o que é relativamente alto neste caso;
2) Medida da corrente de consumo: normal e estável;
3) Medida da ESR do capacitor novo aproximadamente zero ohm.
Que tal retirar a carga da fonte e ver o que acontece? Foi o que ele pensou.
Sem carga o ripple caiu significativamente e o capacitor não esquentou.
Numa situação destas ele tomou uma decisão que me parece razoável, ou seja, trocou o capacitor por outro de marca diferente (desta vez um EPCOS 470uF/16 – 105ºC ESR = 0,1 ohm) e para surpresa dele a temperatura parecia maior ainda o que foi comprovado com um termômetro infrared em 61ºC!
Nova troca, desta vez para um da marca SAM YOUNG que embora esquentasse menos ainda apresentava 44ºC.
Observe que cada capacitor, embora de marcas diferentes, apresenta um comportamento estranho com relação à dissipação de calor em seu corpo.
Por que isso? Se em todos os casos a ESR estava baixa?
Aliás, aqui eu coloco uma pergunta: será que ESR alta faz um capacitor esquentar?
Neste momento, o Fábio relata que teve a ideia de retirar um capacitor de uma placa de um monitor LG que estava condenado e usá-lo.
Pegou um da marca XUNDA mediu a capacitância (471uF) e a ESR próxima de zero ohms e colocou no tv que estava sendo reparado e agora a temperatura ficara em 34ºC que é praticamente a temperatura ambiente e o ripple praticamente desaparecera.
Incrível! Como pode acontecer isto com capacitores novos e de marcas conhecidas?
Tirando conclusões
Quando eu recebi esta história pensei que ela deveria ser repassada para a comunidade de técnicos, em primeiro lugar, para servir de alerta de um fato que, geralmente, não se dá atenção após a troca de um capacitor: – verificar se está aquecendo .
A partir de agora uma boa prática após a troca de um capacitor é fazer o “teste do dedinho” e ver se está aquecendo como fazemos ao trocar um transistor de saída horizontal.
O segundo ponto é tentar entender o que poderia estar acontecendo, pois com eu sempre digo, não basta resolver o problema é importante saber os porquês.
Se o problema fosse apenas com uma marca eu arriscaria duas hipóteses:
1) Tensão de trabalho errada impressa no invólucro do capacitor;
2) Polaridade invertida impressa no invólucro do capacitor.
Descartadas estas hipóteses, já que eram três marcas diferentes, só podemos pensar em outra que se chama qualidade, ou melhor, má qualidade.
Pensemos um pouco. Como se produz calor com auxílio da eletricidade?
Fazendo uma corrente passar por uma resistência, correto?
E no caso do capacitor onde está a resistência?
Seria a ESR? Até poderia ser se estivesse alta o que não era o caso.
Sugeri ao Fábio que fizesse a seguinte experiência:
– Alimentar cada capacitor com uma tensão DC “pura” e colocar um miliamperímetro em série para monitorar uma possível corrente de fuga tomando o cuidado de começar com uma tensão baixa, para evitar o pico de corrente inicial de carga, e ir aumentando a tensão até um valor próximo da tensão de trabalho.
Feita a experiência o resultado só fez complicar as coisas, pois além de não aparecer corrente de fuga significante os capacitores não esquentaram.
Mas, pensando bem, o resultado levou a pensar noutra questão: na fonte do televisor o capacitor recebe tensão pulsante mesmo depois de retificada pelos diodos e, importante, de frequência alta. Aliás, é por causa da frequência alta que a ESR passou a ter que ser considerada depois do surgimento das fontes chaveadas.
Existe outro parâmetro além da ESR?

Sim, existe, embora seja pouco “badalado”. É a ESL que corresponde a indutância em série equivalente e seu valor é da ordem de nano henry (ou deveria ser), por isso costuma ser desprezado.
Agora, lembremos que uma indutância quando submetida a uma corrente alternada produz uma reatância indutiva cujo valor é diretamente proporcional à frequência, ou seja, quanto maior a frequência maior a reatância indutiva.
Sendo assim, creio que seja possível se ter uma dissipação de potência reativa no capacitor através da ESL que o faz aquecer.
Numa de troca de e-mails com o Fernando José sobre este assunto ele chamou a atenção de um ponto interessante.
Em muitas fontes chaveadas encontramos capacitores cujo invólucro apresenta sinais de aquecimento (que também pode ser causado pelo ambiente em torno dele) e o próprio “inchaço” na parte superior indica que houve aquecimento.
Embora eu não esteja afirmando que o problema dos capacitores do Fábio tenha sido causado pela elevação da ESL fica aqui uma suspeita e a necessidade de nos preocuparmos com mais um parâmetro que por enquanto, até onde eu sei, não temos como medir.
Mais uma experiência
Sugeri ao Fabio que fizesse mais uma experiência.
Construir uma fonte usando um transformador e um diodo e colocar cada um dos capacitores “esquentadores” como filtro para ver se eles aquecem ou não.
Se não aquecer, e eu estou apostando que não vai aquecer. o problema parece estar realmente relacionado à frequência e, portanto a ESL deve ser a culpada.
Mas esta parte do mistério vai ficar para a próxima semana depois que o Fabio fizer as experiências.
Aguarde as cenas do próximo capítulo. Vai ser emocionante.
Se você passou por alguma situação parecida coloque sua experiência nos comentários, pois certamente será útil para todos.
Moral da história
Já não se faz mais capacitor como antigamente, ou melhor, como disse Einstein “novos problemas exigem novas soluções”.
Até sempre.


Boa noite .
Estou nesse momento (4:30 da madrugada) com um problema bem esquisito,
Uma fonte de um ar condicionado está aquecendo muito o capacitor de 1000 35v aí testei e testei o tal capacitor e tudo indicava que estava bom pois média 986Uf era 0.8 e vlos 0,9v quase idêntico ao capacitor novo .
No entanto com o novo a fonte funcionou perfeitamente sem aquecer .
Mas o curioso é que resolvi ligar o capacitor na fonte de bancada com 12v já retificados e o capacitor aquece muito e consome quase 200 ma .
Aí resolvi inverter a polaridade e ver se explodia e não incomodava mais ninguém hahaha e o que aconteceu?
Não aqueceu nem consumiu nada…
Uééé como se estivesse com a polaridade impressa trocada mas como funcionou por anos na placa .
Essa não entendi .
Já aconteceu algo assim com vocês ?
Olá, Álvaro,
Bem curioso isso. Eu, com memória de elefante, não me lembro de nada deste tipo
Paraece que o seu capacitor optou por uma “mudança de sexo” kkkkk
Vou pequisar sobre o assunto com alguns técnicos psicanilstas!
Adorei a matéria, sou um amador da eletronica e quero entrar nesse mundo por necessidade de realizar consertos nos carros cada vez mais com eletronica embarcada.
A eletrônica está presente até num simples liquidificador.
Sugiro que você vise e se inscreva n meu canal no youtube
youtube.com/@aprendaeletronicapaulobrites
Abraços
Achei muito interessante o artigo, os comentários, pois foi exatamente sobre esse assunto, na prática, que me deparei: realizei reparo numa TV AOC LC42H053 que tem esse capacitor problemático laranja de 16V 330 uf que costuma alterar a ESR. No caso aqui, meu medidor nem conseguiu aferir o valor de tão alterado, apesar da capacitância está variado de 327 a 420 uf na hora a medida. “Variando” isso mesmo o que você leu. A capacitância não estabiliza. A TV não ligava, nem sequer acendia o led azul ou vermelho. Quando fiz a troca por um cap Xunda azul, foto do artigo, 25V 470 uf, a TV voltou a vida. Agora, vou aferir a temperatura, pois antes de ler o artigo eu não sabia deste detalhe.
Pois é Ailton, como diz o ditado “vivendo e aprendendo
Obrigado pelo comentário.
Estou com problema igual só q em um amplificador ocm 390 oneal.
Esquentando os dois capacitores eletrolítico grande q faz a filtragem da fonte.
Peço ajuda a vcs!?
Caro Janilson
Embora este site não seja um forun para consertos voo tentar responder.
Você já retirou os capacitores do circuito e testou?
Esta seria a primeira providencia. A segunnda seria desconectar aas cargas da fonte e ver o que acontece,
Estou supondo que você é técnico sabe eletronica e como os circuitos funcionam.
Bom dia Paulo!
Eu usei um Capacitor de 470uf após um diodo 1n4007 para armazenar energia para meu circuito que era alimentado por um 7805.
Antes eu usava um Capacitor epcos 220uf por 25V, substitui por um “Cheng” de 25V 470uf (o tamanho dele é um pouco menor que outros da mesma categoria de marcas diferentes) esse Capacitor explode!
Minha teoria é que algumas motos estivessem passando de 14,5V por defeito no regulador de tensão delas e talvez batendo picos pulsante de 30V.
Porém seu artigo me levantou uma interrogação : o que acontece se um Capacitor sofre um ripple de tensão alto em uma frequência de 1khz? Isso faz ele aquecer? Devo utilizar outro tipo de Capacitor?
Obrigado
Caro Marcelo
Você colocou duas informações diferentes e eu fiquei confuso. No primeiro parágrafo fala num diodo após o 7805, é isso? Não entendi.
Depois você fala em moto…
Existem capacitores eletrolíticos especiais usados em fontes chaveadas que lidam com correntes de ripple de freq alta.
Não sei exatamente o que você está fazendo. Dê mais detalhes.
Por fim, é comum colocar capacitores cerâmicos ou de poliester em paralelo com os eletrolíticos pq eles lidam melhor com freq altas, pode ser que ajude.
Bom dia Paulo Brites.
A respeito desse defeito descrito na matéria acima, sobre os capacitores eletrolíticos, em um amplificador tipo ponte isso ocorre com frequência. Nos antigos televisores Telefunken o amplificador de varredura vertical tinha saída em ponte e ocorríam esses defeitos
Hoje vejo esse defeito replicar em nobreaks SMS cuja saída também está configurada em ponte.
C17 de 470uF/25Vdc, estufa e pode explodir arruinando o estágio de potência. Não resolve substituir por outro com tensão de trabalho maior. O suporte da fábrica recomenda somente a substituição desse capacitor. Mas como isso não resolve recomendo a troca da placa.
Um detalhe importante, esse capacitor está em paralelo com as duas baterias de 12V/7Ah. a tensão de alimentação é de 12VDC.
Um abacaxi que nem a SMS consegue resolver.
José Edison Sudani
Caro Sidney
Bem interessante suas observações.
Embora não seja a mesma coisa lembrei-me de um defeito que ocorria em fontes de vídeo cassete JVC.
Um determinado capacitor vazava e produzia uma corrosão na placa. Limpava-se a área, substituía-se o cap e a fonte voltava a funcionar.
Depois de alguns dias parava sem nada ter dado defeito. Algum tempo depois de desligado da rede voltava a funcionar e a história se repetia. Dizia-se na época que só trocando a fonte completa. Troquei várias, nunca me conformei com isso
O pessoal da Tecnovídeo descobriu que a placa fica “condutora” e aí passaram vender placas de fibra de vidro. Trocava-se todos os componente da placa original para a nova e adeus problema. Tinha até quem vendesse fontes “revisadas”.
Tento fazer um paralelo com a placa da SMS e talvez seja um ponto a pensar. Mera especulação.
Enfim, lembrando o que dizem ser de Shakespeare – há mais coisas entre o céu e a Terra (redonda) do que a nossa vão filosofia pode explicar.
E a luta continua!!1 Ser técnico é padecer, fora do paraíso….
Isto é o resultado da alta corrente no capacitor que tem limitado valor (veja o seu datasheet) do parâmetro dV/dt máximo. A corrente I no capacitor é dada por I=C.dV/dt e, assim, pode gerar altas correntes quando a frequência for alta e/ou sua variação for muito rápida sobre o capacitor. Este parâmetro, dV/dt máximo é negligenciado pela maioria dos técnicos (ele está na datasheet por uma razão!) e o resultado pode ser desastroso. O valor de ESL em nada gera calor por ser um parâmetro reativo. Nas fontes chaveadas, uma das razões para se usar capacitores de baixa ESR é justamente para diminuir a dissipação de calor em um circuito de tensão de alta frequência e/ou transições muito rápidas da tensão sobre o capacitor. Assim, mesmo num valor relativamente baixo de ESR, uma variação de tensão muito rápida cria correntes altas que dissipam sobre a ESR e geram calor.
Obrigado pela sua colaboração valiosa
Depois que publquei este texto encontrei outras informações mas acabei não tratrando mais do assunto
Infelizmente como você mesmo disse, a maioria dos técnicos, sí se preocupa com capacitância e tensão de trabalho.
Por outro, lado no Brail componentes são vendidos como banana na feira.
Quase ninguém dá atenção, por exemplo, ao ponte de exclamação dentro do triângulo que aparece ao lado de alguns componeentes no esquem a indicando que trata-se de um componente crítico e que todas as especificações devem ser observadas.
A complexidade dos circuitos de hoje, em particular das SMPS exigem cuidados na reparação que o técnico, em geral, desconhece.
Abraços
Dependendo da voltagem e capacitancia eu utilizo capacitor de tântalo, mais caro e confiável. Antigamente tinha o capacitor Siemens laranjinha que era muito bom. Tenho uma fonte regulável com Siemens já faz mais de quinze anos! Atualmente os aparelhos são “programados” para durar pouco, se não como o fabricante vai lucrar com o próximo modelo de aparelho?
Pois é, isto chamam de capitalismo.
Tenho por aqui alguns capacitores na “3ª idade” que ainda estão em plena forma.
Vamos convivendo com isso enquanto der.
Obrigado pela participação.
Boa noite.
De fato o capacitor eletrolitico esplode se for polarizado incorretamente em corrente continua mas se polarizarmos ele com uma baixa tensão alternada ele pode não explodir e sim apenas esquentar e se danificar com o tempo por causa do calor, pois metade do tempo ele ficaria polarizado corretamente e metade do tempo não. Ao retirar o capacitor do lugar e medir as ilhas onde ele estava com o osciloscópio foi possivel ver que estava chegando uma corrente alternada com 16Vpp, ou seja, 8 volts positivo e 8 volts negativos. Isso fez eu me dar conta de que o diodo D950 ou D911 (SBT150) dependendo do televisor estava com fuga ou completamente em curto. Esse diodo é o responsavel em retificar a corrente de alta frequencia provinda do transformador T901 tornando-a continua para carregar o capacitor. Removi esse diodo da placa, medi e realmente estava com uma fuga muito grante, quase em curto. Agora vou troca-lo e com certeza resolverá. Só não resolvera se por erro de projeto a frequencia da corrente provinda do transformador seja alta demais para esse diodo aguentar por muito tempo e, isso explicaria esse defeito padrão que todas essas tvs apresentam.
Olá Everton
Esta sua observação é interessante e vale a pena ser mais explorada.Vale lembrar que o diodo em questão é Shottky e dua medição é diferente de um retificador convencional.
Aqui no site eu tenho um artigo sobre medidas de diodos rápidos que valeria a pena conferir.
Obrigado por trazer esta contribuição para nós.
Gostaria de saber, qual melhor marca do capacitor para substituir o “laranja”? Epcos é bom para substituir-lo ?
Se for orignal, sim. Nos comentários deste post há algumas sugestões de leitores. Dê uma olhada nelas. Atualmente eu não faço mais reparos em tvs e não sei como anda o mercado.
os da marca epcos são os piores,vazam muito.
Por aqui só se compra segunda linha, certamente os Epcos que compramos por aqui são fakes.
bom dia amigos , tive o mesmo problema com meu capacitor 330uf 16v da ELITE o famoso (LARANJINHA) substitui o mesmo por um LUXON G-LUX 330uf 16v. que durou aproximadamente uns 12 meses com tv usando muito no dia dia.
Pois é, caro Edson. Doze meses está dentro do conceito de obsolecência programada para ajudar os “investidores” ficarem cada vez mais ricos e também ajudar a destruir o planeta mais depressa. E… salve-se quem puder!
Se vc observar bem o capacito original elite de 330uf de 16v é um capacitor solido a sua carcaça faz a dissipação de calor
Ok e qual a relação com a frase e o ditador? O que é um “capacitor sólido”?
A frase “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.” não pertence a nenhum Ditador, ela é de Luis Fernando Verissimo
Eu não entendi sua observação. Em que momento eu disse que a frase era de algum “Ditador”? Eu costumo usar esta frase e muita gente também, pois já deve ter caido no domínio publico e eu realmente não sei de quem é. Gostaria de ver o livro do LFV ou alguma crponica sua publicada em jornal para ter certeza. Encontrar na Internet é duvidoso.
De qualquer maneira fico agurdando sua explicação sobre o tal “didator” que eu supostamente teria citado no texto, pois procurei e não achei.
No mais obrigado pela participação. Este é um espaço democrático, só não vale xingar a mãe rsrsrsrs.
Me corrijam se eu estiver errado: Potencia reativa não gera trabalho, logo ela não pode produzir calor.
Olá Sílvio
Uma questão bem interessante que merece uma reflexão. Vou pensar nisto com calma para não falar bobagem, como estou correndo para sair agora vou deixar para depois.
Seu questionamento merece um artigo.
Existe a possibilidade do restante do circuito da TV estar consumindo corrente demais,um”leve” curto talvez,e assim provocando o aquecimento demasiado?
Os retificadores,diodos ou ponte retificadora,aqueciam também?
O trafo estava quentinho além do “normal”?
Caro Ari
Muito vaga a sua pergunta, que tipo de tv? Que tipo de fonte? Que trafo?
Olá,Sr Paulo..
Me referi ao televisor mencionado no texto.
televisor AOC modelo LC32D1320
Obrigado
Ao que tudo indica o problema era no próprio capacitor
Muito bom, essas explicações.
Os capacitores eletrolíticos estão cada vez mais “problemáticos” Precisamos desconfiar sempre deles
Realmente Paulo. Hoje vc pega entre 10 capacitores de 1 a 2 com problemas pode conferir no capacímetro. Este capacitor em questão, resolvi o problema colocando um de 25v.
Não vivemos mais naquele tempo de circuitos eletrônicos analógicos que funcionam de qualquer maneira, mesmo aos trancos e barrancos.
Os cicuitos digitais são extremamente sensíveis e cada vez estão trabalhando com frequências mais altas e isso começa a influenciar em parâmetros dos componentes para os quais nunca se deu muita atenção. Não basta olhar um capacitor pela capacitância e a tensão de trabalho, tem-se que dar atenção a outros parâmetros, em particular a ESR.Como já escrevi em alguns artigos, Cada Macaco no seu galho!
gostei da discussão sobre este assunto importante. passei por isso em uma placa mae de Desktop
Obrigado por trazer seu depoimento
Também tive dificuldades com capacitores assim esquentando muito,porem peguei um de 220MF e um de 100MF,associei paralelos de 105 graos,e esta até hoje.no lugar do 330 mf da fonte da tv Dita por vcs.
Olá Paulo
Obrigado pelo comentário, fica a dica para quem quiser
Qual tipo de capacitor me recomenda então? Para baixo ou médío ripple? Qual o tempo de vida do capacitor em questão? Tive vendo um SAMWHA preto e dourado que tem um tempo de vida estimado de 10K horas (com média de 6k a 8K horas). Me indique por favor algum outro mais. Por infelicidade eu coloquei o que está com um X na foto (HUANG). Um durou uma semana e o segundo durou um dia! Será que queimou mais alguma coisa? Acho estranho pois ele trabalha na linha de 5 Volts conforme o circuito esquemático. O ripple deve ser brabo mesmo! Ainda no circuito que possuo há ponto onde mede-se 408 V. Qual razão dessa voltagem tão alta se o máximo de voltagem que a placa fornece para os LEDs pelo conector marca na placa três a quatro linhas de 24V no máximo? Me dê uma força aí!
Aconteceu o mesmo no meu AOC 32″. Coloquei um de marca HUANG e funciona até agora. Será que a ESR vai pegar o meu Xing Ling também? A marca era Elite (laranjinha) como na foto. Procurei XUNDA mas não achei.
Apenas para apontar um pequeno gatinho no texto:
Onde se lê “Agora, lembremos que uma indutância quando submetida a uma corrente alternada produz uma reatância indutiva cujo valor é diretamente proporcional à frequência, ou seja, quanto maior a frequência maior a indutância.” no trecho final o correto é ” …quanto maior frequência maior a reatância.”
Um grande abraço.
Valeu a “correção”.Vou corrigir l´no post
Este é um miau com rabo de porco, enrolado como uma bobina rsrsrsrs
Como sempre o amigo Paulo Brites leva a teoria complexa para muitos a um nível que todos nós meros mortais podemos compreender.
Neste caso em particular, como foi comentado no texto, a minha opinião é que a falha é relacionada com a frequência de operação das fontes chaveadas e deixo aqui o detalhe de que em minha última aula, mais um aluno me fez a mesma pergunta sobre o mesmo modelo de TV onde ele fez a troca do capacitor citado e o mesmo superaquece. O que nos leva a crer não ser o ocorrido com o Fábio, um fato isolado e com certeza outros técnicos vão se deparar com o mesmo problema.
Vamos aguardar o próximo capítulo para ver o que o Brites pode nos dizer sobre isso!
Sou partidário da teoria que não precisamos saber como funciona o aparelho digestório (antigamente se dizia digestivo) para almoçar e jantar, por isso tento simplificar a teoria e adaptá-la à prática.
Continuo achando que um capacitor não pode aquecer e se aquece algo está errado e precisamos descobrir porque.
Estou fazendo umas pesquisas sobre o assunto e provavelmente semana que vem teremos novidades.
Adoro mistérios.
Boa tarde.
Acabei de cair de para quedas aqui e gostaria de deixar uma dica sobre o que pode estar acontecendo, já que peguei mais defeitos parecidos com esse.
Verifiquei o oscilador do primário, é bem possível que teve alguma alteração que aumentasse muito a frequência de trabalho original dele.
Esse defeito é mais comum em amplificadores de carro que geralmente usam o TL494 ou SG3524, geralmente é notado um aquecimento alto ou queima do resistor (4,7R ou 10R) ligado em série com um capacitor cerâmico de 10nF (filtro do secundário ligado entre as saídas do transformador). Na maioria dos casos é sempre o circuito integrado o problema.
Acho que os capacitores não são o problema nesse caso, porque o ESR dos capacitores novos estão baixos e os mesmo capacitores possivelmente já foram usados em outras fontes sem apresentar defeito algum.
Lembrando que é uma dica do possível problema relatado no post, espero ter ajudo.
Um grande abraço
Que bom o para quedas abriu rsrs
Ótima a sua observação fica aqui o registro~
Obrigado por ter divido o conhecimento.
Abraços
Comigo em minha loja de assistência técnica em TV acontece ha alguns anos esse problema, já peguei vários tv AOC com esse arranjo de fonte de 5V com esse mesmo capacitor laranja (elite) provocando a queda da tensão de 5V para mais ou menos 3V e a tv parada, e sempre que troco por outro mesmo de baia ESR ainda assim esquenta, aliás nesse momento estou com uma na bancada. desde o início do ano de 2019 acompanho essa publicação, cheguei a comentar com meu professor de eletrônica onde faço engenharia elétrica, e depois de informá-lo sob minhas pesquisas e medições do riple que fiz com o osciloscópio não chegamos a um denominador comum. Em tempo parabenizo o velho guerreiro Prof. Brites que já tive a oportunidade de fazer um curso de fonte chaveada aqui em Aracaju a alguns anos atrás pela contribuição informativa, obrigado.
Olá Cláudio, pois é eu não largo essa “marvada”. Continuo minha missão de Dom Quixote da Eletrônica.
Dá uma olhada no comentário de Luiz Amaral neste post.
O problema é aqui no Brasil tá dificil comprar material confiável e ninguém coloca as espedifcaçôes detalhadas.
A questão como apontou o Luiz não é exatamente o ripple e sim a corrente no capacitor.
Hoje eu não faço mais reparos, por falta de tempo e espaço. Seria interesante esmiuçar esse ripple com a função FFT do scope digital para ver os harmònicos. Quem sabe isso poderia dar uma dica. Ir torcando os capacitores e ver como se comportam.
Uma ideia que me surgiu agora.
Abraços