Você sabe o que é PWM – Parte 3

Para concluir está “mini série” de artigos que intitulei “Você sabe o que é PWM” vou apresentar a versão final (não confundir com solução final que está na moda outra vez com a onda neonazista espalhada pelo mundo, incluindo o Brasil) colocando o módulo PWM numa fonte de PC para servir de controle de corrente.

Começando o projeto

Neste caso particular, a ideia é controlar a corrente em motores de carrinho de slot car como mostrei na parte 2.

Aproveitei uma fonte de PC que supostamente forneceria 18A nas saídas de 12V (pelo menos é o que estava escrito na etiqueta).
Comecei cortando todos os fios do conector de 20 pinos, pois não seriam não seriam utilizados.

Fig. 1 – Conector 20 pinis fonte de PC

Tive o cuidado, entretanto de manter o fio verde porque ele é o PS_ON e irei conectá-lo à chave liga/desliga junto com um fio preto de ground.

Deixei uns 4 ou 5 fios amarelos que vêm da placa e que correspondem a fonte de 12V, junto com mais alguns pretos que serviriam de ground ou negativo da fonte.

Por que não utilizei apenas um fio amarelo e um preto para os 12V, é isso que você quer saber?

Se você olhar a bitola dos fios amarelos e pretos perceberá que eles não devem, individualmente, suportar correntes muito altas.

Respondi sua dúvida?

Espero que sim. Já dei a dica, agora faça a sua parte e pense um pouquinho, mas se, mesmo “pensando”, não chegar a nenhuma conclusão, não se acanhe e pergunte. É melhor do que morrer sem saber.

Preparada a fonte no que tange a parte dos fios o próximo passo seria cuidar do hardware propriamente.

Fig. 2 – Chave liga/desliga

Aproveitei o local onde era encaixada aquela maçaroca de fios do conector de 20 pinos e outros, para colocar a chave liga/desliga que receberia o fio verde e um fio preto como já expliquei.

Reparou que eu coloquei um LED ao lado da chave?

Nem precisaria, porque quando ligarmos a chave a ventoinha deverá partir indicando que a fonte ligou, ou melhor, saiu de stand by.
Mas, pensando bem ficaria mais charmoso ter um led para indicar que a fonte estava “ligada”.

Para alimentar o LED utilizei um dos fios vermelhos que compõem as saídas de 5V colocando um resistor de 470 ohms em série.

O próximo passo seria fazer os furos para os bornes onde seriam ligados os motores para teste (neste caso) e o potenciômetro que controla o PWM e, por conseguinte, o MOSFET que irá controlar a corrente no motor.

O resultado é que vemos na fig.3.

Fig.3 – Adaptação de controle de corrente em fonte de PC

A construção do módulo PWM

Na fig. 4 temos o circuito completo incluindo o MOSFET.


Eu utilizei o IRF3250, porque eu tinha na minha sucata e cujas especificações eram adequadas (até demais) para aplicação pretendida como se vê num recorte do datasheet da fig.5.

Fig.5 – Data shhet IRF 3250

A montagem final do módulo com 555 ficou da forma mostrada na fig.6, tendo eu o cuidado de deixar o MOSFET fora da placa e montado num dissipador de calor que prendi numa das laterais do gabinete da fonte de PC.

Fig.6 – Montagem do módulo PWM

Não confunda alhos com bugalhos

Finalmente não custa ressaltar que o objetivo deste projeto não é obter a variação da tensão da fonte como muitos que aparecem na Internet.

O que se pretende aqui é manter os 12VDC constantes e variar a corrente na carga, neste caso um motor DC ligado aos bornes vermelho e preto mostrados nas fig. 3 e 4.

Sendo assim, se você colocar um voltímetro nos bornes vermelho e preto, nada será medido a menos que tenhamos uma carga liga neles.

Numa próxima etapa irei instalar um medidor de corrente para que o usuário possa saber qual a corrente o motor está “puxando”.

A ideia deste post foi ajudá-lo a consolidar o conceito de PWM tão decantado por aí, mas muitas vezes, mal compreendido.

Espero que lhe seja útil. Se foi deixe um comentário, se não foi comente também. Vale tudo, só não vale xingar a mãe rsrsrs.

Você sabe o que é PWM – Parte 3
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Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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Paulo Brites

Paulo Brites

Técnico em eletrônica formado em 1968 pela Escola Técnica de Ciências Eletrônicas, professor de matemática formado pela UFF/CEDERJ com especialização em física. Atualmente aposentado atuando como técnico free lance em restauração de aparelhos antigos, escrevendo e-books e artigos técnicos e dando aula particular de matemática e física.

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6 Comentários

  1. José Laurindo Duarte

    Muito bom Paulo, abraço de um sempre aluno.
    Parabéns!

    • Paulo Brites

      Obrigado pelo retorno, José Laurindo
      É isso ‘bora aprender sempre

  2. Aguinaldo

    É sempre bom aprender com um profissional de verdade

  3. Airton Campitell

    Sou seu leitor virtual, há muitas décadas, muito Bom.
    Continue nos ensinando.
    Abraços.

    • Paulo Brites

      É isso aí, ‘bora aprender sempre.
      Abraços

Fico muito contente quando alguém coloca um comentário, é sinal que leu

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