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Cuidados ao reparar fontes chaveadas

Cuidados ao reparar fontes chaveadas

Não se pode querer resolver um problema novo usando as mesmas soluções antigas.

A frase não é minha e sim, atribuída a Eisenstein, mas ela faz parte do meu “kit de conceitos” que uso na vida.

Resolvi escrever este artigo falando de cuidados ao reparar fontes chaveadas, para alertar não apenas aos que estão chegando agora ao mundo dos reparos, mas também a muita gente da velha guarda que ainda tenta resolver problemas novos com soluções antigas.

Medidas das correntes de fuga em transistores bipolares

Medidas das correntes de fuga em transistores bipolares

No último post de 2016 eu comecei uma abordagem sobre a importância das correntes de fuga em transistores bipolares quando testamos transistores e/ou precisamos substituí-los numa reparação e prometi apresentar uma sugestão para medir estas correntes utilizando um VOM analógico mais “fraquinho”.

Meio milhão em três anos

Meio milhão em três anos

Calma, isso não foi nenhuma propina que eu recebi do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como DEPROP, até porque eu não sou político!estatiticas

Meio milhão em três anos é o número de visitas do nosso site teve neste período. Isso mesmo 500.000 visitas.

Nada mal, não é mesmo considerando que o site não trata de fofoca nem de pornografia.

O site foi ao ar oficialmente em dezembro de 2013 de lá pra cá foram mais de 171 (KKK) artigos publicados e 897 comentários dos leitores, em geral, sempre positivos embora as críticas, se bem fundamentadas, sempre serão bem vindas e ajudarão a melhorar o trabalho.

MUITÍSSIMO OBRIGADO a todos que apoiaram e ajudaram a compartilhar e divulgar este trabalho.

Que venha mais meio milhão.

Mas pra continuar preciso contar com o apoio de vocês!

Está ficando cada vez mais difícil segurar os custos para manter o site no ar e eu não gostaria de encerrá-lo porque escrever e divulgar conhecimento é o que mais gosto de fazer e para mim é muito gratificante.

Se você gosta do site, usufrui do conteúdo e pode ajudar fazendo uma doação creio que todos sairão ganhando.

Qualquer quantia é bem vinda. Até meio milhão!!!! Só não pode declarar no IR.

Aqui em baixo tem um banner, clicando nele você é redirecionado para o Pag Seguro da UOL onde poderá doar. Não precisa ter conta no Pag Seguro, pode doar com boleto.

Muito obrigado pelo apoiodoar-com-pagseguro

Xô 2016, que venha logo 2017

Ô anozinho complicado, hein!

Também ano bissexto, queria o quê, é ano de azar, como dizia minha avó.

Não acredita nisso? Nem eu, mas que as bruxas existem eu garanto que existem.

Os políticos que o digam.

Nunca se viu tanta gente vip na cadeia e outros esperando na fila, com a senha na mão, a hora de entrar!

Mas vêm aí 2017 e “a esperança que é equilibrista”, como disseram João Bosco e Aldir Blanc em seu hino ao irmão do Henfil, não há de nos deixar na mão.

2016 não há de passar impunemente.

É preciso ter fé na vida, afinal a fé não costuma falhar, só não se sabe fé em quê, talvez nas antenas de tv que estão faturando bastante com tanta notícia ruim. Bad News, good News.

Na virada, nada de Iemanjá, com todo respeito, vamos pedir para a Lua, tal qual a dona do Bordel, que dê um brilho, nem que seja de aluguel, para o Brasil, que por coincidência (talvez) também se escreve com “b”, continuar existindo e junto com ele os brasileiros.

Tomara que a grana dê para pagar o aluguel em 2017, senão a Lua é capaz de também querer fazer greve aqui no Rio de Janeiro e só ir brilhar no Paraná.

Acho que vai dar sim, os cariocas são sempre otimistas. Afinal não existem cabrais e pesões para sempre.

Em 2017 não teremos copas nem olimpíadas para ninguém meter a mão e a safra de ladrões velhos estará na cadeia (ou não, como diria Caetano) e até surgirem ladrões novos teremos um tempo pra respirar sem ajuda de aparelhos, até mesmo os aposentados, quem sabe.

Estamos vacinados, já tivemos suicídio, renúncia, ditaduras, Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma e sobrevivemos. Agora temos Temer, Renan, Maia e Meireles. O quarteto fantástico!

Apesar deles, amanha há de ser outro dia porque agora temos Moro, pra contrabalançar.

Nunca nos esqueçamos que a esperança é equilibrista e nós junto com ela iremos nos equilibrando na pinguela, como disse FHC, até chegar 2018 e esperar aparecer mais um salvador da pátria.

Por enquanto é torcer para 2017 (pelo menos não é bissexto e tem um dia a menos) que já está batendo na porta querendo entrar.

Enquanto isso, repitamos o jargão de sempre “feliz ano novo, adeus ano velho que tudo se realize no ano que vai nascer, SEM dinheiro no bolso, mas com saúde pra dar e vender!”.

 

Correntes de fuga em transistores bipolares

Correntes de fuga em transistores bipolares

As regras básicas de polarização de um transistor bipolar nos dizem que a junção base-emissor deve ser polarizada diretamente enquanto a junção base-coletor será polarizada inversamente.

Até aí nada de novo e se você tem dúvida sobre isto recomendo fortemente a leitura do capítulo 6 do meu livro Eletrônica para Estudantes, Hobistas & Inventores para entender o que virá a seguir.

Associação de pilhas e baterias em série e paralelo

Associação de pilhas e baterias em série e paralelo

No dia 18 de dezembro foi realizado um concurso público para técnico em eletrônica da UFRJ e caiu uma questão sobre associação de baterias em paralelo. Um amigo que prestou o concurso pediu-me que analisasse a resposta do gabarito para ele.

A evolução do Testador de Fets e Mosfets

A evolução do Testador de Fets e Mosfets

Este projeto que denominei a evolução do testador de Fets e Mosfets foi apresentado por mim em 2013 no meu antigo blog, mas atendendo a alguns pedidos de leitores resolvi reapresentá-lo com umas ideias novas.

Como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio

Como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio

A ideia deste artigo explicando como verificar a presença do sinal LVDS sem osciloscópio surgiu de uma conversa com meu amigo Fernando José do Clube do Técnico-RJ sobre maneiras práticas para se oferecer soluções para os técnicos de manutenção e aí apareceu a questão do sinal LVDS.

Tenho que deixar registrado aqui publicamente a imprescindível e paciente assessoria do Fernando (mais uma vez) para confecção deste texto uma vez que é um assunto com o qual não estou familiarizado sob o ponto de vista prático, pois não reparo mais estas “encrencas”!

O que é o LVDS?

Um dos sinais mais importantes nas telas digitais sejam elas TVs LCD ou Plasma, monitores, notebooks ou tablets, é o sinal LVDS que pode ser traduzido por Sinal Diferencial de Baixa Voltagem.

Falhas na imagem como baixa qualidade até mesmo a ausência total da mesma podem estar relacionadas à deficiência ou falta do sinal LVDS, daí a importância para o técnico reparador em saber identificar a presença ou não do mesmo.

É óbvio que a melhor maneira de se verificar um sinal eletrônico é com o auxílio do osciloscópio, mas que nem sempre está disponível para muitos técnicos por aí, então seguindo o dito popular que diz que quem não tem cão caça como gato, resolvi lhes oferecer este bichano (adoro gatos, o amigo sincero) e apresentar uma ideia de como verificar a presença (ou ausência) do sinal LVDS sem osciloscópio.

Já que recordar é viver, que tal recorrermos a uma estratégia do passado quando os osciloscópios custavam mais caros que um automóvel e o jeito era resolver tudo com o multímetro que naquela época era analógico e olhe lá.

A turma da velha guarda que começou no tv à válvula e se reciclou chegando até aos atuais LCD e similares deve se lembrar da “ponta de-moduladora” que nada mais era que um diodo para retificar o sinal e fornecer uma tensão DC detectável por um bom instrumento de ponteiro que todo técnico TV carregava na sua maleta juntos com o kit das principais válvulas para resolver tudo na casa do “freguês” que ainda o brindava com bolo de chocolate e cafezinho “passado” na hora.

Passada a seção de nostalgia vejamos como trazer o passado para o presente.

Antes, porém uma breve descrição sobre o sinal LVDS

O sinal LVDS é um trem de pulsos de alta frequência que saí do IC SCALER (em geral um IC tipo BGA) localizado na PCI conhecida como MAIN UNIT ou placa principal em bom português ou também placa de sinal para as telas LCD, LCD LED, PLASMA ou OLED e que é enviado via um cabo multivias (chamado cabo LVDS) e chega até a placa T-CON (timming control) seguindo para a entrada do painel LCD (placa V_COMM).

A conexão, em geral, terá em suas extremidades um resistor da ordem de 100ohms que serve de carga para o sinal.

Localização do conector LVDS

Localização do conector LVDS

O nível deste sinal e da ordem de 350mV pico a pico, portanto cerca de um terço menor que o sinal de vídeo analógico dos velhos tempos que por padrão é 1Vpp.

Sendo assim uma simples retificação de meia onda, como era feita onda, somada com a perda no diodo iria tornar quase impossível ler alguma coisa num voltímetro.

E aí vem a boa e velha teoria para nos lembrar de usar um circuito retificador/dobrador como mostrado na fig.1.

Fig. 1 - Circuito retificador/dobrador de tensão

Fig. 1 – Circuito retificador/dobrador de tensão

Neste caso o melhor seria usarmos dois diodos de germânio como 1N60, por exemplo, cuja queda de tensão é cerca de 0,3V.

A leitura obtida no voltímetro digital ficará variando entre 150 a pouco mais de 200 mV, pois estaremos medindo apenas o valor médio, portanto o podemos usar a escala de 2VDC do voltímetro digital.

Esta medida tem a intenção apenas de constatar a presença ou não do sinal LVDS na “entrada” do painel, portanto não precisamos nos preocupar com o valor encontrado que poderá variar com intensidade do sinal de vídeo que está sendo processado pelo dispositivo digital (tv, monitor, notebook, etc).

Reparem o grifo em “sinal de vídeo que está sendo processado”. Isto porque para detectarmos a presença do sinal LVDS é necessário que algum sinal, preferencialmente, proveniente de uma antena ou cabo esteja presente.

É importante observar que precisaremos colocar um resistor em paralelo com C2 da fig.1 para que tenhamos uma tensão DC a ser medida pelo milivoltímetro.

Os capacitores C1 e C2 podem ser cerâmicos de 100nF e para o resistor em paralelo com C2 foi usado um valor de 100Kohms que é dez vezes menor que a impedância dos voltímetros digitais (11Mohms).

Para os diodos, como já disse, preferi optar pelo 1N60 de germânio que ainda encontramos para comprar.

Em princípio a ideia era apenas montar o circuito mostrado na fig.2 e colocar dois bornes onde seria plugado o multímetro digital que deveria ficar na escala de 2VDC, mas de repente me veio à mente uma daquelas ideias malucas.

Fig. 2A - Circuito da ponta de moduladora

Fig. 2A – Circuito da ponta de moduladora

Fig.2B - Montagem do circuito da ponta de moduladora

Fig.2B – Montagem do circuito da ponta de moduladora

Por que não tornar o “instrumento” autônomo, ou seja, com seu próprio voltímetro?

O voltímetro de painel PM-438, como mostrado na fig.3, se tornou tão barato e fácil de encontrar que atualmente tem sido o meu predileto quando preciso incorporar algum voltímetro (ou amperímetro) em algum projeto.

Fig. 3 - Voltímetro PM 438

Fig. 3 – Voltímetro PM 438

Este voltímetro precisa de uma alimentação entre 8 e 12V para funcionar, então a melhor opção é 9V que tanto pode vir de uma bateria como de um adaptador AC/DC.

Empacotando tudo

Vencida a primeira fase do projeto que é das ideias, restava pensar onde acomodar o circuito e o voltímetro.

Como atualmente estou cada vez mais adepto ao princípio dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar) comecei a passear o olhar pelo meu “acervo” de cacarecos à cata do que poderia servir para acomodar o projeto.  Eis que vejo lá numa prateleira do meu “laboratório” alguns cartuchos 950XL vazios da minha antiga impressora HP que estavam lá aguardando a oportunidade de ser útil a sociedade outra vez e pareciam bem atraentes para a empreitada.

Veja na fig. 4 como ficou a montagem final. Só não coube a fonte ou bateria lá dentro, mas isto eu resolvi com um jack P2 para plugar o adaptador ou a bateria externamente.

Fig.4 - Montagem final da ponta de moduladora com voltímetro

Fig.4 – Montagem final da ponta de moduladora com voltímetro

Aproveitei uma ponteira de multímetro e fiz a ponta para pescar o sinal LVDS.

Na fig.5 temos a visão interna da ponta.

Fig.5 - Visão interna da montagem da ponta de moduladora com voltímetro

Fig.5 – Visão interna da montagem da ponta de moduladora com voltímetro

Se você repara muitas telas digitais a versão com o voltímetro pode lhe dar mais agilidade, mas se forem apenas reparos eventuais, basta montar apenas o circuito da fig. 2 e acomodar, por exemplo, dentro de um tubinho de “Cebion” lembrando que neste caso na irá precisa da fonte de 9V.

Talvez eu monte algumas unidades e coloque a venda via Mercado Livre brevemente. Aguardem.

Comentários são sempre muito bem vindos e estimulantes, mas lembre-se de usar o Mozila Fire Fox porque parece haver uma incompatibilidade com outros navegadores cuja causa ainda não descobri.

 

 

 

Como consertar um televisor LCD

Como consertar um televisor LCD

A proposta desse título – como consertar um televisor LCD, segue a linha sensacionalista das manchetes dos jornais e revistas. Chamar a atenção para falar de um assunto que, embora pertinente, não é exatamente o que o título diz.

Se você já chegou até aqui, é sinal que estou indo bem e estou lhe deixando curioso pra saber o que vem pela frente.

Na verdade não irei lhe dar a receita mágica, a fórmula 100% segura, o pulo do gato e nem uma super dica, no melhor estilo Black Friday, para você, seja um leigo ou um “técnico”, de como consertar um televisor LCD sem saber nada de eletrônica, pois nem irei falar deles.

Quero falar de “consertos” de um modo geral. Vou falar de consertos com S e não com C, pois não sou músico e de “concertos” a única coisa que eu sei é apreciá-los.

Há tempos vinha querendo escrever um artigo sobre isto, ou melhor, reescrever porque que já tratei do assunto algumas vezes nas páginas do Jornal Ícone, mas, diz o ditado – recordar é viver.

Volta e meia, passeando pelos fóruns vejo “pedidos de ajuda” para consertar televisores, aparelhos de som e outros equipamentos eletrônicos de pessoas (alguns até se dizem técnicos) que pensam que arte de consertar alguma coisa que não funcionam tem alguma ligação com adivinhação e que um Técnico é algum tipo de bruxo moderno com poderes sobrenaturais.

Neste caso o que recomendo é ligar para o telefone daqueles anúncios que aparecem colados nos postes ou pichados nos muros de qualquer cidade e que dizem: – Jogam-se búzios, trago seu amor de volta em três dias (vivo ou morto!).

Os quatro passos de qualquer conserto (com S)

A ideia desde artigo é lhe mostrar uma estratégia que deve ser sempre seguida quando se pretende consertar alguma coisa que supostamente não está funcionando.

Digo, supostamente não está funcionando, por que, às vezes, o defeito, pode estar entre a cadeira e a mesa, o que é muito comum no caso dos computadores, em particular.

Passo nº 1 – Como a geringonça funciona

É imprescindível que antes da seção “desmonta tudo e perde metade dos parafusos” você saiba ou descubra como a geringonça funciona (ou deveria funcionar).

Certamente isto poderá evitar a procura, sem sucesso, de chifres em cabeça de burro (não me entenda mal).

Passo nº 2 – O(s) sintomas

Hora de entender o que está acontecendo, ou melhor, não está acontecendo ou acontece de forma diferente do que deveria.

Em outras palavras, aonde é que dói?

Passo nº 3 – O diagnóstico

Esta talvez seja a parte mais difícil de toda tentativa de se consertar alguma coisa.

A menos que o sujeito chegue ao hospital com uma perda quebrada e aí está na cara, ou melhor, na perna, onde é que dói, às vezes, uma dor pode ter varias causas, provocada por motivos diferentes.

Se o aparelho foi ligado erradamente numa rede de 220V e ele não tinha comutação automática de tensão, isto é uma “perna quebrada”. É só passar no Raio X, neste caso medir o transformador, por exemplo, e “engessar”, se não for fratura exposta!

E se o “paciente” (quem vai ao médico tem que ter paciência) sente dor em tudo quanto é lugar? Tem hora que liga, tem hora que não liga, desliga “sozinho”, às vezes, dá treme-treme (será que é Parkinson?) e por aí vai.

Este é um diagnóstico que pode exigir uma boa dose de conhecimento teórico sobre o “paciente” senão você vai receitar o remédio errado e pode piorar a situação. Muita cautela e cancha de galinha nessa hora. Não existe atestado de óbito para aparelhos eletrônicos que morrem na sua bancada.

Passo nº 4 – Fazendo e analisando o resultado dos “exames”

Supondo que você conseguiu um diagnóstico, com base num bom conhecimento teórico do funcionamento do equipamento, talvez seja necessário “fazer” alguns exames, medições.

Porém, o mais importante não é fazer as medições e sim saber interpretá-las senão, dor nas costas pode virar pneumonia e, enquanto isso, o cara morre de infarto do miocárdio.

Passo nº 5 – Aplicando o remédio correto ou trocando a(s) peça(s)

Depois do diagnóstico e da analise e interpretação correta das medidas esta é a parte crucial do conserto.

Em primeiro lugar, muito cuidado com as peças (e os remédios) “genéricos”. O que mais tem no mercado é peça falsificada made in China.

Por outro lado se você trocar a peça errada, porque seu diagnóstico ou analise das medições foi incorreto, na melhor das hipóteses pode apenas continuar não funcionando.

O pior é se você coloca uma “doença” nova ou o seu “remédio” produziu “efeitos colaterais”.

Primeiro porque quem vai arcar com os custos do “novo remédio” é você e não o paciente (no duplo sentido) dono do aparelho e em segundo lugar porque se morrer de vez na sua bancada lembre-se que não dá simplesmente pra passar o atestado de óbito e declarar – causa mortis – falência múltipla dos órgãos!

Os defeitos (ou vícios) catalogados

Uma boa parte das falhas dos aparelhos eletrônicos (assim como nas doenças) já foram catalogadas e ocorrem basicamente pelas seguintes razões:

  • Erro de projeto (intencional ou não)
  • Componentes de qualidade duvidosa (fora das especificações) mesmo originais
  • Obsolescência programada (é preciso vender novos produtos pra garantir o lucro dos investidores)
  • Problemas de linha de produção, solda fria é o mais comum, temos também a cola “assassina” e coisas do gênero.

Quando a falha se enquadra numa destas categorias a prática pode ajudar a resolver o problema. O técnico ou seus colegas já viram aquilo se repetir e aí acertam direto na mosca.

Neste caso a troca de informações via fóruns pode ser útil, mas não basta dizer trocar isso que funciona. É importante que o técnico saiba os porquês, caso contrário não pode ser chamado de técnico e sim trocador de peças.

A questão complica quando a “doença” é nova e ainda não foi catalogada.

Neste caso, nada mais prático que uma boa teoria.

O cliente-técnico e o “técnico” forunfeiro

A facilidade de se encontrar “soluções” para tudo via Internet criou duas novas categorias de “técnicos”.

Uma delas e a do usuário que pensa que consertar um televisor ou um equipamento de som é a mesma coisa que trocar carrapeta de torneira.

Vai ao camelô compra um kit de ferramentas composto de um ferro de solda da marca “o exterminador do futuro”, umas chaves de fenda feitas de arame um “bom” multímetro digital Ching Ling Plus e se mete a consertar o seu aparelho seguindo as receitas da “mãe joana de aruanda” que ele viu na Internet.

Quando as “receitas” falham, ele se mete novamente nos fóruns e fica perguntando que peça é aquela compridinha e cheia de listinhas coloridas.

Pior que o cliente-técnico é o técnico forunfeiro que comprou o mesmo kit de ferramentas e pendurou uma placa na janela – ConCerto de televisão – todas as marcas – Técnico especializado (em destruição).

Os técnicos cobram muito caro

A desculpa do cliente-técnico é que os técnicos cobram muito caro só pra tocar uma pecinha.

É bem verdade que alguns extrapolam, mas o cliente-técnico não leva em conta o investimento, cada vez maior, que o verdadeiro técnico precisa fazer para se manter na profissão.

Por outro lado, todo valor de serviço precisa embutir uma espécie de seguro porque o aparelho pode retornar num prazo inferior a 90 dias com o mesmo sintoma, mas por razões diferentes e o técnico não pode mandar você ir a farmácia comprar outro remédio. Ele terá que arcar com a despesa/prejuízo porque a mal feita lei do consumidor dá os mesmos 90 dias de garantia para um conserto de um aparelho velho e para um aparelho novo.

Dicas para quem quer se tornar técnico reparador (ou já é um)

A primeira delas é ter sempre em mente os cinco passos dados acima.

Não dá para consertar um aparelho eletrônico sem saber eletrônica, ou seja, como os componentes e os circuitos funcionam.

A proliferação avassaladora com que os aparelhos entram no mercado hoje em dia exige atualização constante de quem quer atuar na espinhosa profissão de técnico reparador.

Não dá pra estudar só na hora que o aparelho estiver na bancada. É preciso estar sempre um passo a frente.

Carregador de celular com bateria de 9V

Carregador de celular com bateria de 9V

A ideia de fazer um carregador de celular com bateria de 9V já tinha passado pela minha cabeça há algum tempo, mas acabou caindo no esquecimento.

Voltou à pauta quando meu filho comentou que estava pensando em comprar um daqueles carregadores “portáteis” que se liga na porta USB dos notebooks ou PCs e se usa para carregar o celular na hora do sufoco.

Como fazer circuito impresso com easyEDA – parte II

Como fazer circuito impresso com easyEDA – parte II

Nessa segunda parte vamos aprender como fazer circuito impresso com  easyEDA desenhando o layout para o gerador de ondas quadradas que vimos na parte I.

Este é um guest post a cargo de João Alexandre Silveira, autor do e-book Experimentos com Arduino.

Pra que serve um varistor?

Pra que serve um varistor?

Certamente você já encontrou em algum equipamento uma “pecinha” localizada próxima à entrada da rede com o aspecto de um capacitor de poliéster como vemos na fig.1.

Fig. 1 - Varistor

Fig. 1 – Varistor

É possível também que nesta região existam, além do fusível, algumas bobinas, capacitores e talvez um NTC, entretanto a “pecinha” da fig.1 (às vezes pode ser amarela) não é um capacitor e sim um varistor que costuma atender também pelo “apelido” de MOV ou SIOV.

Considerações sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Considerações sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

  • POTÊNCIAS EM UM CIRCUITO SÉRIE PURAMENTE RESISTIVO

Em resposta ao leitor Wladslaw sobre o post Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos.

Suponhamos um circuito série com dois resistires cujas resistências são R1 e R2.

O circuito está alimentado por uma tensão E, que pouco importa se é DC ou AC porque a carga é puramente resistiva.

Temos RTOTAL = R1 + R2.

A corrente no circuito é I = E/(R1 + R2)

A potência total dissipada é

      PTOTAL = I2 x (R1 + R2) = ( E2 / (R1 + R2)2 ) x (R1 + R2)  

      PTOTAL = E2 / (R1 + R2)

Por outro lado a potência dissipada em R1 que chamarei de P1 é

    P1 = I2 x R1   e a potência em R2 será  P2 = I2 x R2

Somemos P1 + P2 = (I2 x R1) + (I2 x R2) = I2 (R1 + R2)

               P1 + P2 = (E2 / (R1 + R2)2) x (R1 + R2)

               P1 + P2 = E2 / (R1 + R2)

Logo PTOTAL = P1 + P2, ou seja, as potências em série também se somam.

Agora vamos ao problema do post anterior

Resistência “a quente” da lâmpada de 60W

R60 = E2/P60 = 1202 / 60 = 240ohms

Resistência “a quente” da lâmpada de 100W

R100 = E2/P100 = 1202 / 100 = 144ohms

Resistência total RTOTAL = 384ohms

Aqui há um erro na construção da questão, pois as resistências irão mudar de valor o que ocasionará um valor medido diferente do calculado.

Considerando que as resistências das lâmpada não tenham seus valores alterados, então temos Itotal = (120/384)A

A tensão na lâmpada de 100W será E100 = (120/384) 144 = 45V

E aqui estamos de acordo que a opção correta é letra C e, não a letra D como eu havia publicado. Já corrigi no post anterior

A legendas na figura realmente estavam  trocadas. Já corrigi.

Vamos resolver agora pelo método das razões e proporções e teremos  120 / 384 = V100/144 que nos dá V100 = 45V.

E por que deu errado no texto que eu publiquei anteriormente (já apaguei o que estava errado)?

Simples. A proporcionalidade tem que ser feita entre tensão e resistência e não entre tensão e potência como eu havia feito

A potência é o resultado de uma multiplicação entre duas grandezas diferentemente da resistência que é uma grandeza única.

Já providenciei as correções no texto.

Acho que houve um grande “lucro” final, por que o meu erro propiciou um debate graças a sua atenta observação.

Isso é que importante.

Quanto a diferença nos valores medidos há ainda outra questão a considerar além da apontada e por isso, eu digo que a questão contém certa inconsistência, ou seja, quando as lâmpadas estão em série as suas resistências não serão mais as calculadas.

No caso prático a tensão aplicada não é de 120V e sim de 127V e, portanto as resistências das lâmpadas serão mais diferentes ainda do que as resistências “teóricas”.

Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Como resolver circuito série com lâmpadas em 30 segundos

Recentemente eu coloquei no grupo do facebook Universo da Eletricidade uma questão sobre circuito série com lâmpadas mostrada na fig.1.

Esta questão caiu numa prova da Petrobras em 2010 para o cargo de técnico de manutenção junior – área elétrica.

Conheça o easyEDA

Conheça o easyEDA- Parte I

Conheça o easyEDA, uma ferramenta online para desenhar esquemas e PCB para seus projetos.

Este é um guest post a cargo de João Alexandre da Silveira autor do e-book Experimentos com Arduino.

Nada de instalar mais um programa no seu PC. O easyEDA roda em qualquer navegador de Internet e você pode salvar e imprimir seus arquivos. Ah! Já ia me esquecendo: é 0800 e quase tudo está em português, então conheça o easyEDA e seja feliz!.

Diamantes são eternos, TL431 também.

Diamantes são eternos, TL431 também.

Neste mundo da tecnologia que vai tornando os produtos descartáveis a cada minuto, alguns circuitos integrados, como o TL431, que é o foco deste post, me fazem lembrar o filme de 1971, “Diamantes são eternos”, do espião mais famoso do mundo, com o James Bond “original”, Sean Connery, protagonizando a genial criação de Ian Fleming.

Programador de reguladores de tensão e corrente

Programador de reguladores de tensão e corrente

Pesquisando na Internet sobre o Zener programável 431 acabei caindo num site da Turquia onde encontrei este excelente programador de reguladores de tensão e corrente que passo a divulgar para os leitores.

Trata-se de um executável que você instala no seu PC e permite calcular os resistores de polarização dos seguintes reguladores de tensão num piscar de olhos:

LM317 – LM150 – LM350  (Regulador de Tensão)

LM317 – LM150 – LM350  (Regulador de Corrente)

L200 (Regulador de tensão e corrente)

TL431 (Zener programável)

TL431 com LM317

M5237-3 (Regulador ajustável de 3 terminais)

78XX  (família de regulador de tensão)

Gostou? Então CLIQUE AQUI e você será redirecionado para a página onde poderá baixar o arquivo zipado do executável.

Lá você irá se deparar com uma tela como a mostrada na figura abaixo.

Programador de reguladores de tensão

Programador de reguladores de tensão

Não se assuste com a escrita estranha, baixe o arquivo e use (sem moderação).

Em princípio pode dar um medindo por tratar-se de um executável, mas eu testei e estou vivo até agora (e o computador também)!

Espero que gostem,  curtam a minha “descoberta” e compartilhe com os amigos (e inimigos também).

Ah! O artigo sobre o 431 está no forno, talvez ainda saia este final de semana. Fique de olho.

E-book Eletrônica para Estudantes, Hobistas & Inventores

E-book Eletrônica para Estudantes, Hobistas & Inventores

Gato RMS

Gato RMS

Um bichano que não era “true” se escondeu no meu post Você sabe qual a diferença entre valor RMS e True RMS?

Estava de “cabeça para baixo”, lá na fórmula do fator de forma.

Mas foi caçado pelo atento leitor Cleisson. Quem leu o artigo e não viu pode ir lá de novo que a fórmula já foi corrigida.

É isso aí Cleisson, sempre alerta.

Fórmula CORRETA do Fator de Forma

Fórmula CORRETA do Fator de Forma

Ressuscitando o Circuito de Saída Horizontal

Ressuscitando o Circuito de Deflexão Horizontal

O vinil voltou, as fitas cassete estão voltando (quem diria), então por que o circuito de deflexão horizontal não pode voltar?

O componente clássico do circuito de deflexão horizontal é uma peça conhecida com fly back que, desde sempre, deu muita dor de cabeça aos técnicos reparadores de tv.

Este é um daqueles casos em que uma palavra ou marca fica associada a um conceito como, por exemplo, Xerox que virou sinônimo de cópia.

A maioria das fontes chaveadas usadas em circuitos eletrônicos comercias operam sob o princípio do fly back que não deve ser confundido aqui com a “peça” que gera a alta tensão para os tubos (CRT) dos televisores.

Revirando o “meu baú” encontrei o arquivo de um livro escrito por mim em 2002 (isso mesmo!) e que fez muito sucesso na época: Fly Backs & Circuitos de Deflexão Horizontal onde não trato apenas da peça mas também de conceitos importantes.

A edição de 2002 se esgotou faz tempo e hoje não faz mais sentido editar livros em papel.

Pensando nisso resolvi transformar essa raridade num e-book e colocar a venda por um precinho simbólico – apenas R$ 6,99 (não é sete pra não parecer conta de mentiroso!).

Ainda existe muita gente consertando televisor de tubo por este mundo a fora e este livro pode ser útil e ajudar a esclarecer dúvidas.

E quem está chegando agora na eletrônica irá encontrar muitas informações importantes que podem ser usadas para se entender o funcionamento de fontes chaveadas e suas mazelas. Dá uma olhada no índice clicando aqui.

Fly Backs & Circuitos de Deflexão Horizontal

Fly Backs & Circuitos de Deflexão Horizontal

 

Qual chuveiro esquenta mais a água?

Qual chuveiro esquenta mais a água?

A polêmica, qual chuveiro esquenta mais a água, de acordo com a figura ao lado, foi proposta recentemente por Donizete Silva no grupo Universo da Eletricidade no facebook.

Muita coisa foi dita por lá e achei que merecia um post sobre o assunto.

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